Pedrógão Grande: Há sinais de controlo e de evolução favorável

De acordo com o Presidente da República, as condições atmosféricas "foram melhores do que se previa" e, apesar de haver várias frentes, há "sinais de controlo"

O Presidente da República afirmou hoje que há sinais de evolução favorável do incêndio que começou no sábado no distrito de Leiria, depois de um dia em que se emocionou em Castanheira de Pera, após se saber da morte de um bombeiro.

"Neste momento, aquilo que encontrámos ultrapassou as expectativas que tínhamos", notou Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas no posto de comando em Avelar, concelho de Ansião, sublinhando que há a perceção de uma "evolução favorável".

De acordo com o Presidente da República, as condições atmosféricas "foram melhores do que se previa" e, apesar de haver várias frentes, há "sinais de controlo", esperando que tudo esteja controlado no espaço de "horas ou um dia".

Em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa contou que se emocionou em Castanheira de Pera, vila que esteve cercada durante o incêndio, num momento "muito especial", em que as pessoas "tinham sabido há poucas horas da morte de um bombeiro" da corporação daquele concelho.

"A população estava sob o choque que caracteriza a situação para sobretudo os menos jovens e mais fustigados pelo cansaço e pelo luto e pela dor, com a descoberta, pouco a pouco, da identificação de algumas vítimas mortais", contou.

Na pequena vila, encontrou "um ambiente muito triste", com as pessoas "mobilizadas", mas "com uma tristeza sepulcral".

"Era um silêncio que se olhava para as pessoas e estavam com um olhar tão triste, tão triste. Mas é preciso renascer das cinzas", frisou, considerando que o ponto menos negativo da passagem pela agora conhecida como "estrada da morte" - onde morreram várias pessoas encurraladas pelas chamas entre Castanheira e Figueiró dos Vinhos - foi saber que "a parte mais complicada parece estar ultrapassada".

"No meio daquela tristeza, foi uma compensação", vincou.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou ainda que o combate mantém-se e, portanto, não é hora de se "dispensar energias noutras frentes".

"Haverá oportunidade para esse debate, nuns casos político, noutros casos técnico, noutros casos político-técnico", disse o Presidente da República.

O fogo, que deflagrou às 13:43 de sábado, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e entrou também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.

O último balanço oficial dá conta de 64 mortos e 135 feridos.

Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas.

Além de Pedrógão Grande, existem quatro grandes fogos a lavrar nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco.

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