Obras vão estender-se do Largo da Graça até à Paiva Couceiro

Às obras que já decorrem na Graça junta-se agora a zona circundante ao Largo de Sapadores e a Avenida General Roçadas

Avenida General Roçadas inicia amanhã obras de requalificação, que vão prolongar-se até ao início de outubro. Objetivo passa por tornar a via mais amiga dos peões

A Avenida General Roçadas terá, a partir de amanhã, condicionamentos ao trânsito, devido à requalificação da via. As obras vão iniciar-se junto ao Largo de Sapadores. Logo ao lado, a Rua Natália Correia, que dá acesso da Graça precisamente à mesma praça de Sapadores, também entra já hoje em obras. Neste caso, a via será fechada ao trânsito.

As obras na General Roçadas vão dividir-se por três fases, prolongando-se até ao início de Outubro. A avenida, que se divide pelas freguesias de São Vicente e da Penha de França, está incluída num projeto-piloto que integra seis artérias lisboetas e que visa tornar as vias mais amigas dos peões.

A intervenção abrange o alargamento dos passeios e o rebaixamento ou sobre-elevação das passadeiras, além de alterações na semaforização. Dos passeios vai sair tudo o que possa constituir um obstáculo à mobilidade dos peões, incluindo quem tenha mobilidade reduzida, que vai agora "poder percorrer toda a avenida sem obstáculos", diz ao DN a presidente da Junta de Freguesia da Penha de França, Sofia Oliveira Dias. O objetivo passa também por obrigar os automóveis a reduzir a velocidade. De acordo com a responsável, a Junta de Freguesia pediu apenas à Câmara que "não houvesse redução dos lugares de estacionamento" na zona: "Não nos importamos que o estacionamento mude de local, mas não queríamos que houvesse uma redução".

Além da General Roçadas, também a Rua Morais Soares (que pertence à mesma freguesia) está incluída no programa das Ruas Amigas do Peão. O início das obras ainda não foi anunciado, mas a intervenção está prevista também para o segundo semestre deste ano. A Rua de São Paulo, a Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, a Avenida Rainha Dona Amélia e a Alameda das Linhas de Torres são as restantes vias integradas no programa.

Logo ao lado, mas já na alçada da Freguesia de São Vicente, a Rua Natália Correia também entra hoje em obras para reabilitação de arruamentos e estruturas de saneamento. Durante os três meses que vai demorar a intervenção, o acesso a Sapadores será feito pela Rua da Graça, que passa a ter circulação nos dois sentidos (até agora restrita aos transportes públicos).

Com o Largo da Graça a ser intervencionado no âmbito do programa camarário "Uma Praça em cada Bairro" - que se vai prolongar por 150 dias - as obras a decorrer em simultâneo abarcam uma extensão que vai desde o largo onde se situa o Miradouro da Graça até à Praça Paiva Couceiro, no final da General Roçadas.

Museu Judaico aprovado

Ontem, em reunião do executivo camarário também se falou de obras. A delimitação da unidade de execução da Praça de Espanha (ou seja, os contornos da área que vai ser intervencionada) foi aprovada por maioria, com a abstenção do CDS e o voto contra do PCP. "Desde o início que não concordamos com este processo, o que devia ter sido proposto era um plano de pormenor. A câmara quis-se meter por um atalho e meteu-se em trabalhos", afirmou ao DN o vereador do PCP Carlos Moura.

Em cima da mesa esteve também o futuro Museu Judaico de Lisboa, a construir no Largo de São Miguel, em Alfama. A Câmara aprovou hoje por unanimidade a celebração de um acordo com a Comunidade Israelita e a Associação de Turismo de Lisboa (ATL) - entidade que ficará responsável pela construção e gestão do espaço. Nesse sentido, o executivo aprovou também a constituição, a favor da ATL, de um direito de superfície sobre três prédios municipais situados no local onde ficará o museu, por um prazo mínimo de 50 anos. Esta medida, que terá de ser submetida à Assembleia Municipal, contou com o voto contra do vereador do CDS, João Gonçalves Pereira. "Não devia ser a ATL a gerir, devia ser a EGEAC [empresa municipal de Gestão de Equipamentos e AnimaçãoCultural] ", afirmou à Lusa. "A EGEAC tem todos os outros museus da cidade, porque é que não vai ter este?", questionou.

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