O jogo quase real que une pessoas na rua à procura do Pikachu está vivo

O passatempo que tomou o mundo de assalto continua vivo em Portugal. Com atualizações e objetivos, quem jogava continua, outros regressam e o grupo volta a crescer. Evento a nível mundial, que vai ter sede em Chicago, também vai ter seguidores no nosso país

"Quase real". Para muitas das pessoas, na maioria jovens, que viram a série animada na televisão (uma saga japonesa que começou em 1995), ou jogaram Pokémon nas suas consolas, o Pokémon Go representou isso mesmo: a fantasia tornada (quase) realidade.

Passado um ano do lançamento do jogo que levou centenas às ruas pelo país à procura de pokémons, pode parecer, numa observação muito geral, que o fenómeno se desvaneceu completamente. Que a loucura desapareceu e que foi desse efémero momento de glória que este passatempo se fez, para depois desaparecer e ficar na memória coletiva como algo que pouco durou. Contudo, e para o confirmar basta uma pequena pesquisa no Facebook, a comunidade de jogadores de Pokémon Go mantém-se unida e fiel a este passatempo em Portugal.

Isso mesmo confirma Leonardo Silva, de 19 anos, coordenador do grupo Pokémon Go Lisboa, Community Manager e Gestor de Parcerias da MagicShot, empresa que tem como objetivo dinamizar os videojogos e os E Sports (campeonatos mais a sério) no nosso país, foi fácil perceber o quão próximos os fãs de Pokémon Go estão, mesmo que não se conheçam de lado algum até terem um objetivo de jogo em comum. "Antes, na Amadora, não se via ninguém à noite. Depois do jogo sair, não andava cem metros sem encontrar alguém a jogar", afirmou.

O facto de a febre ter efetivamente passado um pouco, como o próprio confirma, acaba por sustentar o facto de esta comunidade ser unida.

"Ninguém joga muito tempo Pokémon Go sozinho. O pessoal joga muito, também, para conseguir jogar em conjunto com alguém e poder conhecer pessoas", acrescentou Leonardo Silva, explicando que o novo sistema de jogo e batalhas, que surgiu há cerca de um mês, ajudou a manter os fiéis adeptos dentro do mundo Pokémon.

"O jogo começou a tornar-se muito obsoleto e tudo o que havia para fazer já tinha sido feito. Só quem tinha um grupo é que continuou a jogar. O pessoal cansou-se um bocado disto. Um jogo destes precisa de atualizações. Felizmente, agora, começaram a fazer coisas boas e o jogo começou a crescer outra vez ", frisou ao mesmo tempo que "apanhava" no jardim do Campo Grande um exemplar raro do Pikachu.

Explicou ainda que, com as novidades que o jogo apresentou nos últimos tempos, que envolvem objetivos em conjunto para derrotar e "apanhar" pokémons, os fãs deslocam-se de um lado para o outro para se encontrarem com outras pessoas, que não conhecem. Em comum têm mesmo só o gosto pelo jogo e por completar os desafios que este vai apresentando.

"Este novo sistema fez com que as pessoas que não conhecem muita gente que jogue, possam começar a inserir-se numa comunidade. Faz com que as pessoas se conheçam, saiam à rua, andem e façam caminhadas. Isso foi muito positivo, porque deu uma nova vida ao Pokémon Go", frisou.

As novidades acrescentadas ao jogo nos últimos tempos vieram mesmo aproximar a comunidade, porque basta alguém ir ao grupo Pokémon Go Lisboa pedir ajuda para algum objetivo, que "aparecem logo quatro ou cinco pessoas, mesmo que não se conheçam".

Agora que faz um ano do lançamento do jogo, Leonardo relembra que no primeiro evento organizado pelo grupo, no Parque das Nações, "apareceram cerca de 600 pessoas".

Depois de vários encontros durante os últimos 12 meses, alguns com "uma centena de pessoas" e um, no Cais do Sodré, "que meteu quarenta pessoas a correr" atrás de uma pessoa vestida de Pikachu que estava a dar brindes relacionados com o universo, para a próxima semana, dia 22, está previsto um evento a nível mundial, que envolve um "desafio mistério". Em Lisboa, realiza-se no Campo Grande. "Vai haver um evento de aniversário do Pokémon Go, em Chicago, e vão ter vários desafios. Quando as pessoas lá os completarem, há um desafio global para o mundo inteiro", disse.

Os organizadores esperam mais de cem pessoas neste encontro que vai comprovar que o jogo não "morreu".

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