Inspeção-Geral da Educação vai investigar o mestrado do líder dos Super Dragões

Pedido para abertura de "procedimento inspetivo" terá sido feito pelo reitor do ISMAI, onde o líder dos Super Dragões concluiu o mestrado

A Inspeção-Geral da Educação vai investigar o mestrado de Fernando Madureira, o líder da claque dos Super Dragões, do FC Porto. A notícia foi avançada pela edição online da revista Visão e posteriormente confirmada pelo DN. O pedido para abertura de um "procedimento inspetivo" foi feito pelo próprio reitor do Instituto Universitário da Maia (ISMAI), Domingos Oliveira Silva, depois de consultar o projeto de mestrado que Madureira concluiu na instituição e que foi classificado com uma nota de 17 valores.

Fernando Madureira terminou o mestrado em Gestão do Desporto em 2016, há cerca de seis meses. "Após 5 anos chega ao fim o meu percurso académico", escreveu Madureira no Facebook. "A partir de hoje têm de me chamar Mestre", acrescentou.

"Bancada total: um serviço inovador para o clube" era o título da tese de Madureira, que apresenta projetos que poderiam beneficiar os Super Dragões no estádio do FC Porto. "A tese visa a criação de uma bancada onde ficarão os Super Dragões, sem cadeiras, uma interação maior, apoio e maior envolvência dos adeptos que vão ao estádio", explicou na altura Madureira, ao Jornal de Notícias.

Segundo a Visão, a decisão do reitor do ISMAI surge na sequência de um artigo da revista, publicado online na passada terça-feira e que apontava para a falta de qualidade do texto: apesar de, no mestrado, ficar patente a familiaridade e domínio do tema por parte de Madureira, o texto está escrito num português "iletrado, analfabeto e ridículo", considerou Maria Alzira Seixo, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, citada pela Visão. Ou seja, ainda que, segundo os docentes da área que foram consultados pela revista, o líder dos Super Dragões tenha sido um aluno exemplar, o texto que apresentou ao júri do tese de mestrado estava longe de ser aceitável e tinha mesmo erros ortográficos.

Raúl Martins, do Centro de Investigação do Desporto e da Atividade Física da Universidade de Coimbra, notou outras fragilidades: à Visão, disse que a dissertação "aparenta ter sido escrita de forma descuidada, tendo em consideração a qualidade do texto que apresenta".

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