Inspeção e Regulador da Saúde acompanham inquérito a morte de bebé na Guarda

O ministro da Saúde foi ouvido esta sexta-feira

Inspeção-Geral das Atividades em Saúde está a acompanhar inquérito interno aberto pelo hospital. Entidade Reguladora da Saúde também já pediu informação sobre o caso

"Falei com a inspetora-geral das atividades em saúde que me informou que o hospital tinha aberto um processo de inquérito interno que a IGAS está a acompanhar e segundo sei a Administração Regional de Saúde do Centro também está. Vamos tentar perceber o que aconteceu", disse esta sexta-feira o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, após a audição na Comissão de Saúde, onde foi chamado pelo PSD por causa de um projeto-piloto a implementar nas urgências hospitalares do Porto e Braga.

O JN noticia hoje a morte de um bebé ainda por nascer no hospital da Guarda por alegada falta de assistência. Segundo o jornal, a mãe, grávida de 37 semanas, deslocou-se ao hospital com uma hemorragia, entrando em trabalho de parto, e esperou hora e meia até que o médico respondesse à chamada.

Segundo a RTP, a PJ foi às instalações do hospital investigar uma eventual falta de assistência médica e um eventual homicídio por negligência, tendo entretanto o Ministério Público determinado a abertura de uma investigação.

Questionado sobre como via a situação, o ministro disse olhar com preocupação. "Olho para este caso como olho para todos os casos em que até perceber o que aconteceu nós ficamos preocupados e temos de agir para ter a certeza que não falhou nada que pudesse ter falhado", afirmou.

Contactada pelo DN, a Entidade Reguladora da Saúde adiantou que já abriram um, processo de avaliação e que pediram todos os elementos ao hospital para fazerem análise. "Se houver matéria, haverá abertura de um processo de inquérito", disse fonte do organismo.

Já esta manhã o conselho de administração da Unidade Local de Saúde da Guarda deu uma conferência de imprensa, onde anunciou a abertura de um inquérito para apurar o que se passou. O presidente da administração disse que estavam ao serviço dois obstetras e que o alegado atraso de um deles é matéria que será analisada pelos inquiridores.

Também a Administração Regional de Saúde do Centro procedeu à instauração de um inquérito à situação que aconteceu na urgência do hospital Dr. Sousa Martins.

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