Escavações arqueológicas no Campo das Cebolas podem ser visitadas

As obras de requalificação do Campo das Cebolas começaram em outubro do ano passado

As escavações arqueológicas no Campo das Cebolas, em Lisboa, que decorrem no âmbito da requalificação daquele local, podem ser visitadas mediante inscrição prévia, anunciou esta quarta-feira a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), que está a acompanhar os trabalhos.

"Com a colaboração e acompanhamento da DGPC foi concebido e está a ser promovido um programa para uma efetiva divulgação pública dos trabalhos arqueológicos junto da comunidade, o qual prevê uma regular divulgação dos resultados e a realização de visitas às escavações", refere aquela entidade em comunicado.

As obras de requalificação do Campo das Cebolas começaram em outubro do ano passado e, desde agosto, a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) "promove trabalhos de necessários à salvaguarda do património cultural".

No Campo das Cebolas está a ser construído um parque de estacionamento subterrâneo com mais de 200 lugares e zonas de estadia na superfície.

Os trabalhos arqueológicos "têm como objetivo geral a caracterização dos depósitos e estruturas ali presentes, nomeadamente do complexo portuário desde o século XVI até ao século XX, da estratigrafia associada à atividade portuária desde pelo menos o século XVI, bem como a caracterização do paleoambiente da cidade de Lisboa e da dinâmica fluvial do rio Tejo ao longo do tempo".

As visitas são limitadas a grupos de 12 pessoas, sendo a idade mínima dos participantes 12 anos, e as inscrições podem ser feitas através do 'site' da DGPC.

Estão programadas visitas para esta sexta-feira, dia 09 e dia 16 de dezembro.

No 'site' da EMEL pode acompanhar-se os trabalhos arqueológicos, já que a empresa divulga "reportagens semanais com a divulgação dos resultados dos trabalhos".

Na primeira fase das obras de requalificação do Campo das Cebolas já tinham sido identificados "os paredões do Cais da Ribeira Velha, mais estruturas do edifício da Alfândega, o quarteirão pombalino do Terreiro das Farinhas e do edifício Vêr-o-Peso, vestígios e estruturas anteriores ao terramoto de 1755 e o cais pombalino da Ribeira".

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