"Ciúmes é gostar. Entre marido e mulher não se deve meter a colher"

Ação de sensibilização da GNR numa escola de Alcabideche

Os jovens desculpabilizam muitos comportamentos violentos. Continuam a concordar com ideias de há 50 anos, concluem os técnicos através de estudos, ações de sensibilização e denúncias. E as vítimas a não ver os primeiros sinais, a desculpar e a acreditar que um dia vai mudar.

O sinal de violência existiu, não percebeu ou não o quis ver. Foi no início do namoro. A "relação não era física" e no final de "uma saída" ele levou-a para um local isolado. Ela recusou ter relações sexuais. "Chamou-me uma série de coisas, deixou-me em casa, chateado, andou duas semanas sem me falar." Conta a Mariana, que mesmo assim não desconfiou: "Defendia as mulheres, parecia um verdadeiro príncipe, mas isso demorou pouco tempo. E só era príncipe na minha cabeça." Quando se apercebeu da gravidade da situação, "estava demasiado envolvida". Conheceu-o aos 18, seis meses depois viviam juntos, mais seis para engravidar. Aguentou seis anos. Já sentia "mais medo do que amor".

Vítima de violência no namoro, Mariana (o nome que escolheu para a reportagem) vive numa casa de abrigo no Sul, com outras sete mulheres e os seus filhos, num total de 20 pessoas. Menina do Norte, fugiu de casa aos 25 anos, com uma filha e um relacionamento de terror. A família e os amigos ficaram para trás, deixou de poder dar a cara, teve de arranjar um novo número de telefone, ao qual retirou a aplicação de localização. "Tenho medo que me encontre e que possa levar a menina."

Acabara de atingir a maioridade quando conheceu o ex-companheiro, foi bom no início, durante uns cinco/seis meses. "O pai da minha filha até parecia ser contra a agressão. Quando saíamos com amigos e, se havia problemas, se as coisas azedavam, ele intervinha para não haver violência. Engravidei passado um ano, nessa altura já estava numa relação com mais medo do que amor."

Mariana teve de fugir de casa aos 25 anos com uma filha

Um ciúme que ela interpretou como gostar e que, na verdade, era uma forma de a controlar. Começou por ver as mensagens no telemóvel, por pedir as passwords para entrar no e-mail e nas redes sociais com o pretexto de não estar a conseguir com as suas.

Não podia deixar o telemóvel ao pé dele, percebia depois que tinha lido as mensagens, também pelos insultos na sequência do que ele lia, se a tratavam por "menina", por exemplo. "O que era muito comum no nosso grupo, entre colegas que se conheciam a vida toda", diz Mariana. Se eram rapazes, queriam mais do que amizade. Se eram raparigas, tinham "mau porte". Pedia as passwords. "Dá-me a tua pass, a minha não funciona", desculpava-se. Ela tentou resistir, digitalizar ela o nome, logo ouvia: "Tens alguma coisa a esconder? Qual é o problema?" Cedeu para evitar chatices e não tinha nada a esconder.

Ele começou a controlar as saídas, até as deslocações do trabalho para casa e de casa para o trabalho, na restauração. Com quem vinha, com quem falava. Ela passou a sair só com o grupo dele, os amigos dela tinham todos os defeitos. "Pessoas que conhecia desde miúda, da minha formação, não tinha praticamente contactos."

Quebrar o isolamento e o silêncio

A jovem mãe estava a sentir-se cada vez mais isolada, também menos iludida. "Desde o início que interpretei essas atitudes como uma forma de me querer apoiar, pensava que ele gostava de mim, que queria proteger-me. E eu gostava dele. Entretanto, ele começou a ter consumos de álcool e de droga, primeiro em contexto de socialização, depois em casa. Batia-me, insultava-me, ameaçava que me tirava a filha - além de que a menina começou a ter algumas atitudes do pai."

Mariana não contava à família, aos amigos, não denunciava. Justifica-se: "As pessoas não falam muito sobre isso, só quando há uma notícia, uma reportagem. E as minhas amigas comentavam: "Quem leva é porque quer. Se elas não deixassem, eles não o faziam." Ainda ficava com menos vontade de contar o que quer que fosse, fui adiando."

Aguentou seis anos, quando à sua volta perceberam o que se passava, passou a ter mais medo do que vergonha em contar. "Durou tempo de mais."

Contou aos pais, fugiu para casa deles, facilmente ele a encontrou. Procurou depois auxílio junto de uma amiga, também aqui ele a foi buscar. "Pedia desculpa, dizia que eu não era ninguém sem ele, o que seria da nossa filha, e eu acabava por voltar." Isto, até perceber que tinha de encontrar outro meio.

Procurou informação na internet. Telefonou para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que a encaminhou para a unidade de ajuda mais próxima da sua residência. Avaliaram a situação e explicaram como tinha de agir. Hoje, tendo até em conta os números do homicídio (2,4 por mês, em média), é cada vez mais claro para os técnicos que estas mulheres correm perigo de vida. Garantir a segurança da vítima é fundamental. Ela também tinha tomado precauções: não fez a chamada para a APAV do seu telemóvel, apagou o histórico das pesquisas que fez na net sobre o tema. E, uma vez tomada a decisão, não disse a ninguém que ia sair de casa.

"Nesse dia, sai com a minha filha e só com a roupa que tínhamos no corpo, como se fosse um dia normal. Não podia dar bandeira para os vizinhos, para que não o avisassem." Viajou para o Sul, para a casa de abrigo onde se encontra há quase um ano, habitações que não estão referenciadas e das quais não podem dar o contacto a ninguém. Nem os jornalistas quando aí fazem reportagens. Uma vez a salvo, fez apenas um telefonema, para os pais. Só lhes disse: "Estou bem, a minha filha está bem, agora vou devagarinho." As comunicações são agora mais regulares, mas sem dar pormenores sobre onde vive e o que está fazer. Mariana trabalhava na restauração e quer continuar na área. Está a fazer formação.

Namoro dá sinais para a vida

A APAV é uma das organizações não governamentais que passaram a trabalhar de forma autónoma a violência no namoro, através do registo dos casos e de campanhas de sensibilização. Daniel Cotrim, psicólogo, diz terem encontrado vítimas entre os 14 e os 17 anos, que este é um problema transversal do ponto de vista de género. "As raparigas são mais agredidas violentamente do que os rapazes, mas elas também utilizam a violência física." Uma conclusão que, no seu entender, não significa que os jovens estejam mais violentos: "O que há é um desconhecimento de como podem ser as relações afetivas e amorosas, que estas podem ser mais saudáveis. Partilham algumas opiniões que vemos em mulheres de 40 e 50 anos. Por exemplo, que entre marido e mulher não se deve meter a colher, que o ciúme faz parte da relação." E as tecnologias introduziram novas formas de agressão: "Constatamos através das denúncias e das ações de sensibilização não haver limites à privacidade, a facilidade com que eles e elas deixam que outros acedam aos e-mails e ao Facebook, com que se trocam as passwords."

Concordar ou não e porquê

O ciúme como prova de amor e o dever de ninguém se meter entre marido e mulher são precisamente as frases com as quais concordam os alunos da Escola Básica Adriano Correia de Oliveira, em Avintes, no concelho de Vila Nova de Gaia, numa sessão de sensibilização promovida pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) do projeto Art"Themis (ver entrevista). Numa turma do 8.º ano, na aula de Educação para a Cidadania, jovens maioritariamente de 13 e 14 anos são chamados a tomar partido perante determinados comportamentos e mitos. A sala é dividida entre quem concorda e não concorda, lado para o qual se deslocam sempre que há uma afirmação, para debater e justificar.

Receberam um claro voto contra as frases: "As raparigas devem ter outro tipo de comportamento dos rapazes"; "a vítima deve gostar de ser agredida senão não aceitava e exigia que a outra pessoa saísse"; "deve ter dito alguma coisa para merecer a agressão"; "o namorado ou namorada deve iniciar a vida sexual quando um deles estiver preparado"; "proibir o namorado ou namorada de falar com um amigo/a"; "quando o teu namorado te proíbe de vestir uma peça de roupa é normal porque gosta de ti".

Já em relação ao dito "entre marido e mulher ninguém mete a colher", apenas um aluno discordou mal a ouviu. Justificações dos outros? "Os problemas entre marido e mulher têm de se resolver entre eles, seja marido e mulher ou outra pessoa qualquer, só nos devemos meter se pedirem." Questiona a técnica da UMAR ligada à escola, Ana Teresa Dias: "E se for um caso de violência doméstica?" Responde um aluno: "Ela deve ter coragem para admitir e pedir ajuda." Uma jovem fica dividida: "Por um lado concordo, não se deve meter no relacionamento, mas se for uma agressão é diferente."

Ana Teresa Dias explica, então, que a violência doméstica, tal como a violência no namoro, é um crime público e que qualquer um o deve denunciar, mas tendo sempre em atenção não prejudicar a pessoa que está a ser agredida. "Primeiro, ver se a vítima está em segurança, depois fazer a denúncia e aconselhar a vítima a dirigir-se a uma instituição e a pedir apoio."

Outra frase que recebe o apoio da maioria: "Ter ciúmes significa que as pessoas gostam umas das outras." Numa turma de 17 alunos, apenas seis discordaram. Com a discussão sobre o assunto junta-se mais um aos "sins". "Os ciúmes não dão para controlar." "Ter ciúmes é uma coisa automática." "Imaginem que tenho uma namorada ... se a vir aos abraços a outro rapaz vou ter ciúmes." Uma voz discordante faz--se ouvir mais alto: "É mentira, ciúmes significa falta de confiança!" "Nem sempre", responde outro, explicando que "às vezes é pelo que a outra pessoa faz, ou não faz".

Discussão acesa e participada, como sempre, conta depois a professora de Ciências que dá Educação e Cidadania, a diretora de turma, Flora Castanheira. "No geral, os miúdos conversam e estas aulas são aproveitadas para debater temas e para tratar dos assuntos da turma." Quanto à violência nas escolas, diz: "A agressão está sempre latente, para resolver qualquer coisa, qualquer contrariedade." Professora há 24 anos, os últimos em Avintes, uma aldeia com problemas sociais e de pobreza, embora a situação tenha vindo a melhorar, sublinha. "Mas há muita gente desempregada."

Sensibilizar desde muito cedo

A UMAR, tal como a APAV, mas também outras associações e as autoridades policiais, têm vindo a desenvolver ações de sensibilização junto das escolas. Daniel Cotrim defende que devem começar cedo, de preferência a partir dos 6 anos. Quando trabalham com mulheres vítimas de violência doméstica, uma das contestações é que já eram vítimas quando namoravam.

Só que os mais novos não falam destes assuntos com os adultos, nomeadamente com os pais. "Os jovens têm tudo no quarto, a internet, o computador. E, em pleno século XXI, verificamos que as raparigas continuam a não contar às famílias que namoram, continuam a ter os mesmos comportamentos de há décadas, o que ajuda o agressor. Entre os 12 e os 17 anos, o grande medo é a solidão, os adolescentes jovens têm medo de ficar sozinhos, de não terem um grupo e vão aguentando a situação. Pensam: "Se o meu namorado ou namorada pertence ao meu grupo, o que vai acontecer se eu acabar, vou ficar sozinha?" Por outro lado, explica o psicólogo, "há uma desvalorização dos comportamentos de violência, há muita violência envolvida e há muita dificuldade em sair da situação".

Maria iludiu-se durante anos, apesar das agressões terem começado quase no início do namoro

Não é propriamente uma jovem. Tem 32 anos e dois filhos, de 10 e 4 anos respetivamente. Mas também ela foi agredida nos tempos de namoro, agressões que não acabaram, antes se tornaram mais violentas. Maria, nome fictício, brasileira que imigrou para o Norte de Portugal, conheceu o ex-companheiro num grupo de amigos. Pediram os números de telefone, combinaram encontros, trocaram carícias e juras de amor. "Era uma pessoa muito atenciosa, muito carinhoso, estávamos apaixonados. Gostava mesmo ele."

Ao fim de seis meses viviam juntos, não demorou muito tempo até engravidar. "A primeira vez que ele me bateu eu nem sabia que estava grávida, nunca mais me esqueço, foi depois do meu aniversário. Ele estava com problemas no trabalho, depois arrependeu-se do que tinha feito e eu ofereci-me para ajudar. Começou a discutir, para não me meter, encheu-me de porrada. Quando acalmava, pedia desculpa e eu desculpava."

É impressionante com as histórias de vida das vítimas de violências várias se tornam tão semelhantes à medida que as conhecemos e que desenvolvemos o tema. Os agressores são sempre encantadores no início, ou parecem, agridem com a mesma facilidade com que pedem desculpas, para recomeçar tudo outra vez, com as fases de agressão a ser cada vez mais frequentes.

Maria não desconfiou nos primeiros meses de convivência com quem se tinha envolvido. Também nunca questionou determinados comportamentos nem tirou as dúvidas com os familiares ou amigos do companheiro. Um irmão tentou avisá-la, em código para não sofrer consequências, o que ela não percebeu. Também não entendeu a razão pela qual o pai do filho não era convidado para as festas de família, só mais tarde percebeu que não o faziam porque ele armava confusão.

"Chegou a uma altura em que me batia sempre. Primeiro era porque eu respondia. Deixei de responder e ele sempre a bater. Ele não bebia nem usava drogas. Simplesmente é uma pessoa agressiva, resolve as coisas aos murros e pontapés. Bateu em dois vizinhos. Nunca desconfiei, se tivesse desconfiado não me juntava." Agressões, físicas e verbais, perseguição e controlo em todos os locais, também o telemóvel e as redes sociais. "Passei muito tempo sem trabalho porque quando arranjava ele encontrava maneira de eu sair."

Durou cinco anos, Maria está há cinco meses numa casa de abrigo, finalmente em segurança. É que, antes, fugiu tantas vezes que até perdeu a conta. "Ia para a minha mãe, ele ia buscar-me, não me largava. Também não fazia sentido dar trabalho à minha mãe, além de que ela também recebeu ameaças." Até que engendrou um plano. "Arranjei um emprego numa pastelaria, a ganhar direitinho, com contrato, para arranjar dinheiro para sair de casa com os meus filhos, mas nunca o consegui, tinha de pagar as contas."

Maria deixou de gostar dele? "Como é que hei de explicar. De início, esperava sempre que ele melhorasse. Ele pedia perdão e nós íamos perdoando, só que o gostar vai acabando e o meu gostar acabou. Fiz a primeira queixa à polícia, mas ele pediu perdão, implorou, acabei por a retirar. Na última vez que se queixou disse basta: "Chamei a polícia, pedi que me arranjassem um lugar para ficar com os meus filhos, levaram-me para a esquadra e a Cruz Vermelha arranjou-me um abrigo de urgência. Ele descobriu-me. Depois vim para aqui, agora quero é arranjar um emprego."

Histórias como a de Mariana e Maria são contadas por agentes da GNR na Escola Secundária Ibn Mucana, em Alcabideche, numa ação apresentada pelo Destacamento Territorial GNR de Sintra, numa iniciativa da associação de estudantes. Comanda o destacamento a capitã Sara Albuquerque, dinamizam a sessão os cabos Carlos Sousa e Ana Cláudia. Falam para jovens do secundário, com idades entre os 16 e 18 anos. Agentes que, por vezes, são ali chamados para resolver conflitos e que conhecem bem a realidade. "Há vários tipos de violência nas escolas, a começar pelo bullying. A violência no namoro é um tema que deve ser falado porque é quando os jovens começam a ter os primeiros relacionamentos e os relacionamentos devem ser saudáveis. Infelizmente, temos ocorrências de relações que não são bem assim", começa por dizer o cabo Sousa. Desenvolvem o tema, dão exemplos, mostram cartazes da APAV com frases como "Quem te ama não te agride".

Acrescenta a cabo Cláudia: "Na violência e coação psicológica há menos denúncias. Quando começa a deixar marcas é mais visível para os outros e é quando a própria pessoa chega à conclusão de que o que está a acontecer não é normal."

Uma sala cheia, de quem ouve com atenção mas que faz poucas perguntas e as que surgem são de rapazes: "Como é que uma pessoa deixa chegar a situação a esse ponto?" Respondem os agentes: "Se calhar, pessoas que têm violência em casa e os filhos trazem esses relacionamentos para as relações posteriores." "Pessoas inseguras, mais fechadas, com baixa autoestima, características que as deixam mais fragilizadas." "Qualquer um de nós pode entrar num desses relacionamentos, mas os que têm uma estrutura mais forte é mais difícil." Falam sobre as novas tecnologias, das redes sociais e de como estes novos meios de comunicação podem ser utilizados para agredir.

Quando questionamos os GNR sobre a falta de participação, sobretudo das raparigas, justificam que há alguma relutância em se exporem. "A participação depende das temáticas, às vezes começam por ser um processo de assimilação e só depois é que perguntam, às vezes no final da sessão", explica a capitã Sara. Acrescenta a cabo Cláudia: "Neste tema, as raparigas não costumam fazer muitas perguntas, têm medo de dar a ideia de que estão a ser vítimas." São os professores que acabam por intervir mais, dando a entender que conhecem casos concretos, de alunos que têm a confiança suficiente para lhes contar pelo que estão a passar.

Marta Capão, 17 anos, e Matilde Groginha, 16, ambas no 11.º ano, assistiram em silêncio. Resumem depois perante as perguntas do DN: "Todas podemos ser vítimas e também todos podemos ajudar quem é vítima a denunciar." Matilde viveu essa situação através de uma amiga. "O namorado controlava o telemóvel, as redes sociais. A minha amiga só necessitava de acompanhamento, de ajuda para sair daquela situação, mas foi muito difícil. Isso traumatizou-a e acho que é uma coisa que vai ficar para a vida."

Francisco Nogueira, Paulo Querido e Marta Gonçalves, com idades de 16 e 17 anos, pertencem à associação de estudantes, que organizou toda a sessão, nomeadamente a logística, no refeitório da escola. "Temos um programa de atividades e realizamos estas palestras sobre temas que interessam aos alunos. Já tivemos conhecimento de situações destas aqui na escola, de jovens que pensam que estes comportamentos são normais, por isso pedimos o apoio da GNR."

Não assistiram a sessões deste tipo no tempo de escola a Mariana e a Maria, as vítimas de violência que se encontram escondidas, sem poderem comunicar livremente com quem querem. Agora acreditam que não vão voltar a maltratá-las. E para quem esteja a passar pelo mesmo, ou como sinal de alerta, aconselham: "Não se deixem intimidar pelas ameaças, pelo medo, pela vergonha. Ninguém merece passar por isto. Existe muito mais vida para além daquela que conhecem e não desistam de procurar essa vida, de lutar pela melhor vida que possam ter", afirma a Mariana. "Dizem-vos que é amor, não é amor. Isso é uma desculpa que o homem inventou para fazer o que quer da mulher. Temos de ter mais amor por nós e pelos nossos filhos, não é por eles", diz a Maria.

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