Vieira da Silva admite novas formas de financiamento da Segurança Social

"Está ainda numa fase de preparação", disse o governante

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, admitiu esta segunda-feira a definição de novas formas de financiamento da Segurança Social no Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), adiantando apenas que essas medidas ainda estão em fase de preparação.

À margem da apresentação da nova estratégia de modernização da Segurança Social, e questionado pelos jornalistas, Vieira da Silva afirmou que o Governo "está disponível" para discutir algumas ideias de diversificação de fontes de financiamento, conforme previsto no Programa de Governo.

"Não estão ainda concretizadas outras propostas, é provável que ainda durante este ano possamos dar passos em frente nessa discussão. Está ainda numa fase de preparação", disse o governante, acrescentando que essas medidas possam entrar "eventualmente" na proposta de OE2018.

Ainda assim, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social reiterou que, para "dar mais sustentabilidade" à Segurança Social, "o essencial ainda continua a ser o desempenho da economia".

Nesse sentido, Vieira da Silva considerou que o país "vive num momento de recuperação económica, com uma fortíssima relação à recuperação de emprego", recordando que nos últimos 12 meses foram criados 150.000 novos postos de trabalho.

"Isso permitiu que as receitas da Segurança Social estejam a crescer nestes quatro meses de 2017 a 5,5%. Claramente, acima do objetivo orçamental e é o crescimento mais alto desde há, praticamente, uma década", afirmou o ministro.

O governante insistiu que esse é "o maior instrumento para melhorar os desafios financeiros que se colocam à sustentabilidade da Segurança Social é a capacidade que a economia tenha de criar emprego".

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