Rio falta ao congresso do PSD para não atrair atenções

Ex-presidente da Câmara do Porto afirma não querer ser um "elemento perturbador" da reunião magna dos social-democratas. Rio critica ainda sistema financeiro europeu

O ex-presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, não estará presente no próximo congresso do PSD. Motivo? "Se eu lá fosse ainda me arriscava a ser um elemento central do congresso. Pedro Passos Coelho resolveu candidatar-se, com base em ter sido o mais votado (embora não o vencedor). Tem essa legitimidade, eu não quero perturbar", disse numa entrevista à TSF.

Na mesma entrevista, Rui Rio deixou muitas críticas ao sistema financeiro europeu, considerando é ser preciso bater o pé à Europa, que forçou uma venda rápida do Banif ao Santander prejudicial ao país. "Foram 3 mil milhões num fim de semana, é disto que estamos a falar" - diz o economista, que andou a rever as últimas contas do banco e lembra que ele valia 675 milhões poucos meses antes da venda. "Há aqui uma certa hipocrisia quando não entraram soldados, mas entram instâncias europeias a dizer: esse banco é para ali e façam favor de por os contribuintes portugueses a pagar".

Por isso, Rio está com os que defendem que é preciso contrariar uma "espanholização" da banca portuguesa. E outra crítica à Europa, a propósito das notícias que dizem que o BCE está contra entrada de Isabel dos Santos no BCP: "Uma coisa é usar poderes de supervisão, outra é prejudicar o interesse nacional. Não permitir que Isabel dos Santos entre no BCP é intolerável. Porque o que está em causa é conseguir que seja determinado banco o acionista do BCP", ao caso um espanhol, admite o economista.

António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa fizeram bem em meter a mão na massa e tentar "influenciar" o futuro da banca nacional, acredita Rui Rio. Na entrevista TSF, o ex-vice-presidente do PSD explica que até pelo "valor estratégico muito grande" que o setor tem, "o poder político, podendo, deve interferir e influenciar as grandes questões estratégicas para o país ".

E deixa, de caminho, uma farpa ao líder do PSD, que criticou a intervenção do Governo e Presidente: "Se calhar não é assim para um liberal, mas tenho uma perspetiva social-democrata".

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