Governo exigiu esclarecimentos sobre acontecimentos em Pedrógão Grande

Anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Administração Interna

O Governo exigiu esclarecimentos sobre os acontecimentos dos últimos dias no distrito de Leiria, onde no sábado deflagrou um incêndio no concelho de Pedrógão Grande que hoje ainda está ativo, anunciou o secretário de Estado da Administração Interna.

De acordo com Jorge Gomes, em declarações no programa "Prós e Contras", da RTP, emitido na segunda-feira à noite, o primeiro-ministro "fez hoje [segunda-feira] um despacho em que exige esclarecimentos ao IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera] para saber as condições atmosféricas e climáticas naquele dia, o que é que houve de anormal, o que é que há para ser explicado".

"Em segundo lugar, o senhor primeiro-ministro pôs como exigência saber se houve falha de comunicações do sistema do Estado, que é o sistema SIRESP, e que pretende que seja esclarecido", referiu o governante, acrescentando que, no mesmo despacho, António Costa pediu esclarecimentos sobre "o encerramento ou não encerramento da Estrada Nacional onde se deu o fatídico caso".

Jorge Gomes referia-se à Estada Nacional (EN) 236-1, apelidada agora de "estrada da morte", onde morreram várias pessoas encurraladas pelas chamas entre Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos.

O fogo, que deflagrou às 13:43 de sábado, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e entrou também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.

Pelas 00:30 de hoje, o fogo estava a ser combatido por 1.116 operacionais, apoiados por 385 viaturas.

O último balanço oficial daquele fogo dá conta de 64 mortos e 135 feridos.

Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas.

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