Pedido de socorro chegou a Bruxelas após as quatro da manhã

Primeiro-ministro António Costa accionou pedido de ajuda à UE de imediato

O pedido de ajuda europeia, lançado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, foi desencadeado às 04:21. Ao fim de quase três horas, França estava pronta para enviar dois aviões de combate a incêndios e uma aeronave de reconhecimento.

O pedido de ajuda europeia, lançado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, foi desencadeado às 4.21. Quase três horas depois, França estava pronta para enviar dois aviões de combate a incêndios e uma aeronave de reconhecimento.

No Centro de Coordenação da Resposta de Emergência está registado o momento em que "a Autoridade Nacional Portuguesa de Proteção Civil (ANPPC) ativou o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UE), solicitando um módulo de combate a incêndio aéreo", composto por dois aviões Canadair, "para responder à emergência".

Também ontem o comissário da Ajuda Humanitária e Proteção Civil, Christos Stylianides, notava numa declaração que "a UE está completamente preparada para ajudar. Tudo será feito para apoiar as autoridades e as pessoas em Portugal neste momento de necessidade".

A agência da UE está a tratar o incêndio de Pedrógão Grande como uma das cinco principais situações de emergência, deste domingo, assinaladas num mapa internacional, a par das cheias no Níger - que nos últimos dias mataram 14 pessoas e afetam mais de 500 famílias - , ou da situação de crise permanente relativa aos refugiados na Grécia.

A título preventivo, o mesmo mapa apresenta uma nota de alerta para o "risco extremo ou muito elevado, no centro e sul de Espanha, no sul de França, no centro e sul de Portugal, partes do centro de Itália, Sicilia, região oeste da Sardenha e sudoeste da Turquia".

O Centro de Coordenação da Resposta de Emergência da UE (UCPM), atualizou ontem de manhã o alerta relativo ao território continental português, para o nível Vermelho, nos casos do "sudoeste e nordeste de Portugal", devido às "temperaturas extremas". O UCPM tem em consideração as "temperaturas altas", para colocar o restante território em "alerta laranja".

Desde sábado que o UCPM apresentava um alerta especial relativo a Portugal, no qual apontava os riscos em "várias regiões" nomeadamente devido às "altas temperaturas (de 38 a 43 graus Celsius)".

"Em 17 de junho, as regiões de Vila Real, Coimbra, Leiria e Lisboa foram severamente afetadas, com até 156 incêndios ativos", refere um dos alertas. Noutra nota, registam-se os dados da "manhã de 18 de Junho", quando "as autoridades portuguesas relataram que 57 mortes ocorreram devido à gravidade dos incêndios".

O registo do pedido de auxílio à União Europeia está anotado "no dia 18 de junho às 3.21 UTC", ou seja, às 4.21, em Lisboa. Quando acionou o Mecanismo de Proteção Civil da UE, a ANPPC solicitou dois aviões Canadair de "um módulo de combate a incêndio aéreo para responder à emergência".

"Antes do pedido de assistência, Portugal estabeleceu contacto bilateral com a Proteção Civil Espanhola, ativando um acordo bilateral. Em resposta, Espanha disponibilizou dois Canadair", anotou a autoridade europeia. E às 6.01 UTC, 7.01 em Lisboa, "França ofereceu um módulo voluntário de emergência, composto por dois Canadair e um avião de reconhecimento".

A agência europeia que recebeu o pedido de auxílio de Portugal foi criada em 2009, para "uma resposta coordenada e rápida a desastres dentro e fora da Europa", usando recursos de 34 países (os 28 da UE mais a Macedónia, a Islândia, a Noruega, o Montenegro, a Sérvia e a Turquia), que participam do Mecanismo de Proteção Civil da União.

"Com a capacidade de lidar com várias emergências simultâneas em diferentes fusos horários, 24 horas por dia, o ERCC" pretende ajudar a "reduzir a duplicação de esforços desnecessários e onerosos", através da "recolha e analise de informações em tempo real sobre desastres, acompanhando riscos, preparando planos e o envio de especialistas, equipas e equipamentos e trabalha com os Estados-Membros para mapear recursos disponíveis e coordenar os esforços de resposta, combinando as ofertas de assistência às necessidades do país atingido pelo desastre".

com Miguel Marujo

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