PCP: Derrotar a União Europeia, criar "outra Europa" dos trabalhadores

Na abertura do Congresso, Jerónimo Sousa não poupou a UE e o Euro como fonte dos maiores males dos portugueses

Não se tratar de "maquilhar, refundar ou democratizar" a União Europeia (UE). Nem "mudar alguma coisa para ficar tudo na mesma". Os comunistas não estão aqui para isso. Querem mesmo mudar o mundo e, quanto à UE, "articular ruturas que permitam construir uma outra Europa". No discurso de arranque do XX Congresso do PCP, em Almada, esta manhã, Jerónimo Sousa não poupou críticas à UE e ao Euro, para os comunistas, fonte de todos os maiores males que atingiram o nosso país nos últimos anos.

"A experiência recente demonstra que a UE constitui uma matriz política e ideológica, impossível de ser democratizada, humanizada ou refundada. É a sua natureza de classe - capitalista - que determina as suas políticas e ações", frisou Jerónimo Sousa. "Qualquer politica que favoreça os trabalhadores e o povo", salientou o secretário-geral comunista, "terá logo que se confrontar inevitavelmente, com os constrangimentos da UE e, desde logo, do Euro". Por isso, assinala, "Portugal terá de libertar-se de um conjunto de constrangimentos da UE, desde logo e em primeiro lugar, do Euro".

O líder comunista indica uma "outra Europa", que visa "o progresso e convergência social, e não a divergência económica e a imposição da exploração. Visa a paz e não a afirmação imperialista e militarista de uma Europa cada vez mais fechada ao mundo e rodeada de muros e cadáveres", uma Europa que "assenta da democracia e na soberania e não num centro opaco de poder arrogante, com as suas chantagens, imposições e sanções". Para "salvar a Europa", avisou Jerónimo Sousa, "significa cada vez mais derrotar a UE".

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