Mário Nogueira garante que manifestação não é da Fenprof

Sindicalista diz que organização está a funcionar como "plataforma logística" de várias vontades na questão dos contratos de associação

A manifestação de dia 18 de junho "em Defesa da Escola Pública" - que tem sido encarada como uma reação aos protestos dos colégios com contratos de associação" - não surge devido a estes protestos nem é uma iniciativa exclusiva da Fenprof. Quem o garante é Mário Nogueira, secretário-geral desta organização, que defende que o papel da federação sindical tem sido sobretudo o de ajudar a reunir várias vontades num único protesto que, assumiu , tem a ambição de reunir "muita gente" no parque Eduardo VII, em Lisboa.

"Esta não é propriamente uma manifestação da Fenprof. Somos uma espécie de plataforma logística. A ideia não é ir para lá com bandeiras", explica ao DN. "A ideia é envolver o maior número possível de associações, de pessoas, algumas conhecidas, outras não".

De acordo com o sindicalista, a Fenprof nem sequer tinha equacionado agendar um protesto com estas características antes de se ter "apercebido" que existia "uma vontade de muitas pessoas diferentes de se manifestarem em defesa da escola pública "a propósito da polémica que tem marcado os últimos tempos". "Avançámos com uma data, não tanto por uma decisão nossa mas porque havia vontade de muita gente de se manifestar publicamente. Não tem a ver com o protesto dos colégios", assegura.

No entanto, depois de milhares de diretores, professores, pais e alunos se terem manifestado no domingo em defesa da manutenção dos contratos de associação, reduzidos a menos de metade pelo ministério nos 5.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade, Nogueira também assume que o objetivo é marcar uma posição forte no dia 18. "A nossa intenção não é fazer uma coisa simbólica. A zona do marquês de Pombal [junto ao Parque Eduardo VII] é um espaço enorme", lembra. "Não se enche com meia dúzia de pessoas, nem com dezenas, nem com uns milhares. Queremos que tenha muita gente, vamos empenhar-nos nessa organização e com certeza que outros também o irão fazer", acrescenta.

Quanto à logística envolvida, nomeadamente os autocarros habitualmente fretados e os locais para discursos, o sindicalista admitiu que ainda será pensada.

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