Marcelo: "Não sou o candidato da direita". Edgar: "É o mestre do disfarce"

Marcelo Rebelo de Sousa e Edgar Silva

Marcelo agradece apoios do PSD e do CDS, mas não está "vinculado". Edgar Silva quer impedir que esses partidos voltem ao poder

Empurrar Marcelo Rebelo de Sousa para a direita política foi a aposta de Edgar Silva, no debate esta noite com o professor na RTP. Mas Marcelo, que começou por elogiar a "notável obra social" do comunista e, respondendo à pergunta sobre se os apoios do PSD e do CDS eram um "peso ou um trunfo", aproveitou para dizer que não é um candidato da direita.

"Não recusando as recomendações de voto desses partidos, não me sinto vinculado. Não sou o candidato de direita", garantiu. Logo Edgar Silva aproveitou a deixa: "Estamos perante uma candidatura que procura dissimular os apoios de Pedro Passos Coelho e de Paulo Portas. É um mestre na arte do disfarce. Como dizem os pescadores na minha terra, é a arte do engodo, para aliciar o pescado".

Marcelo recusou ser um "Cavaco Silva a cores", como lhe chamou Edgar Silva, recordando que "em momentos cruciais esteve "contra" o atual Presidente da República (PR). Em relação ao Novo Banco Edgar Silva defendeu a "necessidade de empenho" do PR no "controlo público". Marcelo concorda com a venda do Banco, desde que as "condições sejam minimamente positivas". Desafiado a dizer se "nunca mais será candidato ao PSD", Marcelo refutou e devolveu a pergunta: "nunca será candidato ao PCP?". "Os militantes é que decidem", despachou Edgar Silva.

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