Heróis sem bisturi dos bastidores de um hospital

Também se trata com o vigilante, a administrativa, o operacional, a empregada do refeitório, o bombeiro, o padre e o voluntário

Um homem, de idade, geme agarrado ao peito. Não se percebe como chegou às urgências do Hospital de Santa Maria. É amparado por um polícia que avisa o segurança. Levam-no para a triagem, os dados pessoais serão registados depois. Uma mulher deixa uma familiar, tem de se ausentar e esta não tem telefone, pede para que não a deixem sair antes de ela chegar. Dois bombeiros transportam numa maca um homem que parece em muito más condições. Auxiliares puxam cadeiras de rodas, muitas batas, brancas, azuis. São os bastidores de um hospital, onde também há heróis. Desconhecidos e nem sempre reconhecidos.

"Vim logo trabalhar nas Urgências, envolvia-me na situação e depois levava os problemas para casa. Via uma criança, um acidente, tentava saber o que se passava. Agora faço o meu trabalho e tento não saber o que se passou. É evidente que sou um ser humano, também me emociono, sobretudo com as crianças, mas tento que isso não me afete. É uma rotina complicada." Sublinha Artur Adão, 48 anos, segurança, desde 2004 na vigilância às portas do hospital.

Sabemos mais tarde o que aconteceu ao idoso. Não era um ataque de coração, como podia parecer a um leigo. Na maioria dos casos, perde-se o rasto a quem entra.

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