Governo recusa exceções para o Reino Unido

O primeiro-ministro de Portugal António Costa

António Costa considera liberdade de circulação uma das regras fundamentais: "É essencial garantir direitos aos portugueses de amanhã"

O Governo português não aceita a proposta da Comissão Europeia que permite ao Reino Unido exceções no princípio geral da liberdade de circulação. "Ninguém mais do que nós pode desejar presença do Reino Unido na UE. Mas isso tem de ser feito dentro do quadro das regras fundamentais e uma das regras é a da liberdade de circulação", afirmou António Costa, ao encerrar o debate parlamentar desta manhã sobre o próximo Conselho Europeu.

"A proposta [da Comissão Europeia] é multiplicar por 27 uma solução que já é inaceitável para um só país", disse António Costa. "É essencial garantir direitos aos portugueses de amanhã, daqueles que podem ter de sair de Portugal para procurar trabalho na UE", explicou ainda: "A proteção dos direitos dos migrantes é essencial."

António Costa respondeu ainda às exigências do PSD para uma auditoria geral ao Banif dizendo que teve "de resolver em 15 dias uma história que o seu [de Montenegro, do PSD] Governo arrastou durante três anos" e que "não resolveu" por "outros motivos que certamente virão a lume".

Numa indireta ao Banco de Portugal e ao seu governador, afirmou ainda que "as entidades que renunciaram ao exercício de supervisão terão muito a trabalhador" no âmbito do inquérito parlamentar.

Sobre a crise migratória, Costa disse que "é dever da Europa assegurar proteção a quem lhe pede proteção". "É um problema de todos e devemos estar na primeira linha da sua resolução", tanto numa base multilateral como numa base bilateral, insistiu o primeiro-ministro, depois de afirmar que já manifestou à Alemanha, Itália, Áustria e Suécia a disponibilidade para Portugal acolher mais refugiados. A única ressalva que colocou é que "a distribuição de refugiados deve ter em conta os perfis adequados à realidade portuguesa". E não passa de uma "atitude preconceituosa" dizer que "só queremos os estudantes universitários e que não queremos os que podem trabalhar na agricultura".

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