Governo iraquiano pediu mais tempo para o levantamento da imunidade dos filhos do embaixador

Os irmãos que admitiram publicamente ter agredido Rúben Cavaco

Reunião esta quinta-feira de Augusto Santos Silva com o seu homólogo iraquiano decorreu em Nova Iorque.

O Iraque vai enviar um emissário a Portugal para recolher informações sobre o caso das agressões a em Ponte de Sor, que envolveram os filhos do seu embaixador em Lisboa, disse esta sexta-feira o ministro Augusto Santos Silva.

Isso justificou o pedido de adiar o levantamento da imunidade diplomática, requerido por Lisboa, que impede a continuação das investigações ao caso.

Augusto Santos Silva, ouvido pela SIC após a reunião com o homólogo iraquiano à margem da Assembleia Geral da ONU, frisou que "é preciso decidir" o caso e permitir que a investigação prossiga, a verdade seja apurada e os responsáveis sejam julgados.

Considerando que o caso "não põe em causa" as relações bilaterais, nomeadamente no que respeita ao combate contra o terrorismo, Santos Silva sustentou ter-se tratado de "um incidente muito grave" que teve "consequências dramáticas".

Caso o Iraque não levante a imunidade diplomática que protege os filhos do seu embaixador em Portugal, "utilizaremos todos os mecanismos" permitidos pela Convenção de Viena e que podem passar pela expulsão do diplomata.

"É uma hipótese" declarar o embaixador como 'persona non grata', assumiu Augusto Santos Silva.

As agressões ao jovem Rúben Cavaco ocorreram na madrugada de 17 de agosto, em Ponte de Sôr, levando ao seu internamento em estado grave.

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