Fugas de informação dividem fisco, juiz e Ministério Público no caso Sócrates

Carlos Alexandre pediu para que a sua atuação fosse analisada

O inspetor dos impostos quis demitir-se da investigação e exigiu um inquérito à sua atuação. O juiz também quis ser investigado

Paulo Silva, inspetor que lidera a equipa das Finanças que investiga em conjunto com o Ministério Público a Operação Marquês, pôs o lugar à disposição em abril na sequência de alegadas fugas de informação do processo. Segundo soube o DN, o responsável do fisco, numa informação remetida ao procurador Rosário Teixeira, no dia 29 desse mês, frisou que era fácil investigar e detetar eventuais responsáveis, já que só ele, o procurador e o juiz Carlos Alexandre tinham contacto com o processo.

Nesse documento, Paulo Silva terá solicitado que lhe fosse aberta uma investigação, de forma a dissipar as eventuais dúvidas que sobre si recaíssem. Perante tal depoimento, Carlos Alexandre, em despacho, fez questão de deixar claro que partilha as preocupações de Paulo Silva por este ter referido que apenas poderiam existir três responsáveis pelas tais fugas e também solicitou que a sua atuação fosse investigada para se verificar se ele fora ou não um dos responsáveis.

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