Figuras do aparelho do PSD reforçam secretários de Estado

O Governo estar a "prazo" mas Passos Coelho nomeou mais um secretário de Estado para a Administração Interna

Quatro figuras de topo do aparelho do PSD, entre as quais os líderes máximos das duas maiores distritais do país, foram escolhidas por Pedro Passos Coelho para integrar a equipa dos novos secretários de Estado. Miguel Pinto Luz, presidente da distrital de Lisboa e vice--presidente da Câmara Municipal de Cascais, será secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, na tutela do centrista Luís Morais Leitão. Os secretários de Estado tomam posse hoje, no mesmo dia dos ministros.

Da distrital do Porto vem Virgílio Macedo, diretamente para secretário de Estado adjunto da Administração Interna, um lugar que, por sinal, estava por preencher desde abril, quando Fernando Alexandre se demitiu em conflito com a então ministra Anabela Rodrigues. Apesar de o governo estar a "prazo", Pedro Passos Coelho nomeia assim mais um secretário de Estado para a tutela das polícias, mantendo o centrista João Almeida.

Diretamente da distrital de Viana do Castelo vem o vice-presidente, Eduardo Viana, para a secretaria de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade. Gestor de profissão, é atualmente vice--presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

Outra figura da máquina partidária social-democrata a subir a secretário de Estado é Pedro do Ó Ramos, ex-líder da distrital de Setúbal. Foi diretor de campanha, no partido, quando Passos se recandidatou a líder, e o primeiro-ministro escolheu-o para a secretaria de Estado do Mar, sob tutela de Assunção Cristas. No CDS, pertencer ao aparelho não foi critério para a seleção dos seus novos secretários de Estado. Dos nove lugares ocupados pelos centristas, há três figuras novas. Uma delas é Teresa Anjinho, jurista, que se destacou na comissão de inquérito do BES e cuja exclusão da listas de deputados causou alguma surpresa. Portas tenta assim compensá-la, com a secretaria de Estado da Justiça, na tutela de Fernando Negrão. Eduardo Nogueira Pinto, filho de Maria José Nogueira Pinto, que deixou o CDS em conflito com Portas, é outra nova cara no executivo. Jurista, faz parte do movimento Alternativa e Responsabilidade do CDS, crítico a Paulo Portas, e será agora o seu secretário de Estado adjunto. Vera Rodrigues, deputada e ex-chefe de gabinete de Pires de Lima, sobe agora a secretária de Estado desse mesmo ministério. Mantêm-se os pesos-pesados Paulo Núncio, João Almeida, Adolfo Mesquita Nunes, Nuno Vieira de Brito e José Diogo Albuquerque.

O PSD, além dos dirigentes distritais, apresenta mais oito novos secretários de Estado. Um deles é Mónica Ferro, a deputada que, tal como Teresa Anjinho, do CDS, tinha ficado de fora das listas de candidatos. Auditora de defesa nacional e mestre em Relações Internacionais, será a secretária de Estado adjunta da Defesa.

Neste grupo de estreantes estão, entre outros, Gonçalo Matias, ex--assessor de Cavaco Silva para os assuntos constitucionais, para secretário de Estado da Modernização Administrativa; João Taborda da Gama, advogado, filho do socialista Jaime Gama, para a Administração Local; e Nuno Vassallo e Silva, diretor do Património, para secretário de Estado da Cultura.

Últimas notícias

Conteúdo Patrocinado

Mais popular