Fenprof ainda sem acordo com o Ministério da Educação

Sindicatos deverão fazer chegar novas propostas ao Ministério esta noite e admitem que greve poderá ainda ser desconvocada

O Ministério da Educação e as organizações sindicais de professores tentavam ainda, esta segunda-feira à noite, encontrar uma base de entendimento que permitisse desconvocar a greve de docentes marcada para quarta-feira. A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) preparava ainda um conjunto de contrapropostas para apresentar ao ministro Tiago Brandão Rodrigues, depois de uma primeira reunião - que durou entre as 19:15 e as 21:30, ter terminado sem acordo.

"Neste momento o que está em cima da mesa não é suficiente para que nós possamos levantar esta greve", disse aos jornalistas Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, explicando que o documento entregue às organizações sindicais pouco avança relativamente ao que foi dito numa reunião anterior, no dia seis, da qual resultou o pré-aviso de greve. No entanto, acrescentou, o ministro admitiu existirem "matérias a considerar, nomeadamente o desgaste [profissional dos docentes] e a organização do ano letivo 2018/19", bem como a possibilidade de ser criada uma salvaguarda para os professores de língua gestual portuguesa, que têm o estatuto de técnicos, caso avance a transferência de competências para as Câmaras. "Até às 23:59 do dia 20 a greve pode ser desconvocada".

Mário Nogueira começou a sua intervenção manifestando solidariedade com a decisão do governo de suspender as aulas e exames nas localidades afetadas pelos incêndios de Pedrógão Grande, enviando condolências às famílias das vítimas, e sugerindo que alunos de outros concelhos limítrofes, que tenham feito ontem exames, possam pedir para os repetir.

Após a reunião com a Fenprof - que durou mais uma hora e meia do que o previsto - foi recebida a Federação Nacional da Educação (FNE).

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