Líderes partidários pedem aos portugueses que não fiquem em casa

Catarina Martins foi a primeira a ir às urnas.

Os líderes partidários são unânimes: é preciso que os portugueses vão votar.

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, foi a primeira a ir às urnas. "Hoje é um dia muito importante, que ninguém fique em casa. Que venham votar, que venham escolher, que possamos escolher pelas nossas vidas, pelo nosso país", afirmou a porta-voz do BE momentos depois de votar na Escola Secundária Almeida Garrett em Gaia.

Lembrando que "há tanta gente que infelizmente porque está fora (...) por motivos vários acaba por não conseguir votar hoje", a deputada pediu que "todas as pessoas que possam escolher, não desistam de o fazer".

"É muito importante. Nada está decidido à partida, é cada um de nós que escolhe quem será presidente da república, quem nos pode representar, defender [e] defender aquilo em que acreditamos", realçou a deputada do BE, pouco mais de uma hora depois da abertura das urnas.

Adiantando que terá um "dia descansado" e que irá "aguardar serenamente pelos resultados", a porta-voz bloquista disse ainda que "as pessoas devem escolher com serenidade, com convicção, com vontade quem as pode representar, quem as pode defender, quem defende aquilo em que acredita".

"Em tantos países não podemos escolher o nosso presidente, a nossa presidente, em Portugal podemos, está um dia lindo, que as pessoas venham votar", sublinhou.

O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, apelou aos portugueses para não se absterem de exercer o direito de votar nas eleições presidenciais, em Pirescôxe, arredores de Lisboa, depois de depositar o seu boletim na pouco concorrida urna.

"Eu como sou daqueles que ainda se lembra do tempo em que era proibido o exercício desse direito, poder fazê-lo é importante para a própria democracia", afirmou.

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, instou os portugueses a ir às urnas num "ato cheio de relevância política".

"Espero que seja um dia em que os portugueses participem de forma intensa [na votação]. A eleição do chefe de Estado é um ato cheio de relevância política e portanto deve merecer mobilização das pessoas", disse o líder do PSD e antigo primeiro-ministro depois de votar na Escola Secundária Stuart Carvalhais, em Massamá, cerca das 10:30.

Pedro Passos Coelho foi votar, como de costume, acompanhado pela esposa, e chamou também a atenção para o mandato que se avizinha para o futuro Presidente da República: o papel do futuro chefe de Estado, advogou, sairá reforçado na "autoridade política" se houver menor abstenção e "uma participação mais elevada dos portugueses" no sufrágio de hoje por comparação com o de 2011.

Questionado sobre a possibilidade ou não de estas eleições ficarem resolvidas à primeira volta, o presidente do PSD preferiu "não antecipar nada nesse particular", sublinhando que tal "depende de muitos fatores".

"Insisto, o importante, com segunda volta ou sem ela, é que os portugueses se mobilizem para fazerem uma escolha consciente", vincou.

Paulo Portas, líder do CDS, lembrou que "um Presidente da República tem poderes e atribuições que representam a unidade de Portugal como nação e que são importantes para o equilíbrio das instituições e eu acho que se houver uma boa participação hoje, o assunto pode ficar resolvido à primeira volta e eu sou daqueles que acha que o que se pode resolver à primeira volta não se deve deixar para uma segunda", disse Paulo Portas.

Disse não ter receio da abstenção, sublinhando que se houver uma boa afluência às urnas, isso será um bom sinal tanto para o Presidente da República como para o sistema político.

Nesse sentido, voltou a defender que "se houver boa participação o assunto pode ficar resolvido à primeira volta".

O líder do PS António Costa, também apelou aos portugueses para que votem, sublinhando a importância do Presidente da República.

"É essencial que haja uma participação muito ativa e apelo a que todos votem. Esta é uma eleição onde temos oportunidade de escolher entre inúmeros candidatos", afirmou, após exercer o seu direito de voto.

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