Lone Star paga mil milhões para ficar com 75% do capital do Novo Banco

Carlos Costa diz que é um "passo importante na estabilização do setor bancário nacional"
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A norte-americana Lone Star vai realizar injeções de capital no Novo Banco no montante total de mil milhões de euros, dos quais 750 milhões de euros logo no fecho da operação e 250 milhões de euros até 2020.

"Por via da injeção de capital a realizar, a Lone Star passará a deter 75% do capital social do Novo Banco e o Fundo de Resolução manterá 25% do capital", lê-se no comunicado do Banco de Portugal, divulgado esta sexta-feira.

Esta tarde, numa curta declaração aos jornalistas, o governador do Banco de Portugal tinha confirmado a venda do Novo Banco à Lone Star, formalizada com a assinatura dos documentos contratuais por parte do Fundo de Resolução.

"A assinatura do contrato permite que seja cumprido o prazo de venda fixado nos compromissos assumidos pelo Estado junto da Comissão Europeia. Após a conclusão da operação, cessará a aplicação do regime das instituições de transição ao Novo Banco", informou o regulador, numa curta intervenção em que não revelou os detalhes da operação e em que não houve direito a perguntas dos jornalistas.

"O Banco de Portugal selecionou hoje a LONE STAR para concluir a operação de venda do Novo Banco tendo o Fundo de Resolução assinado os documentos contratuais da operação. A assinatura do contrato permite que seja cumprido o prazo de venda fixado nos compromissos assumidos pelo Estado junto da Comissão Europeia. Após a conclusão da operação, cessará a aplicação do regime das instituições de transição ao Novo Banco", afirmou Carlos Costa logo no arranque de uma declaração com uma duração inferior a cinco minutos.

Realçou que "a venda é um passo importante na estabilização do setor bancário nacional" e que o "processo de venda foi aberto e transparente".

Pode ler o comunicado do Banco de Portugal aqui.

O governador lembrou ainda aos jornalistas presentes na sede da entidade, em Lisboa, que a assinatura do contrato "permite que seja cumprido o prazo de venda fixado nos compromissos assumidos pelo Estado junto da Comissão Europeia, que era de 03 de agosto" deste ano.

A operação de venda do Novo Banco concretizou-se, reiterou ainda, abordando a globalidade do processo, "após uma recomendação do Banco de Portugal ao Governo e do trabalho conjunto que se seguiu e envolveu igualmente negociações" com Bruxelas e o Banco Central Europeu.

O Novo Banco é o banco de transição que ficou com os ativos menos problemáticos do Banco Espírito Santo (BES), alvo de uma intervenção das autoridades em 03 de agosto de 2014, e que estava em processo de venda.

Desde fevereiro que o Governo estava a negociar a venda do Novo Banco em exclusivo com o fundo norte-americano Lone Star.

O fundo norte-americano passou para a frente nas negociações depois de, no final de 2016, ter sido noticiado que, entre os concorrentes, o fundo chinês Minsheng tinha a melhor proposta financeira, mas não apresentou provas de que conseguiria pagar o montante oferecido, devido às restrições de movimentação de divisas na China.

O Lone Star Funds foi fundado em 1995 e investe nos setores financeiro e no imobiliário. Em Portugal, tem um investimento em Vilamoura.

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