Bloco de Esquerda anula adesão de "grupo infiltrado"

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins

Bloco acusa organização Socialismo Revolucionário de tentar infiltrar-se no partido

O Bloco de Esquerda anulou a adesão de seis elementos da organização Socialismo Revolucionário que aponta como "grupo infiltrado", refere uma nota divulgada através da página oficial do BE na internet.

"A anulação das adesões e a não-ratificação dos novos pedidos de adesão, num total de seis, foi decidida por voto secreto com 47 votos a favor, 24 contra e quatro abstenções. Esta decisão resulta da verificação de fraude ao princípio legal e estatutário da adesão individual. Não são abrangidos pela decisão três dos aderentes visados pelo inquérito, que integraram o SR (Socialismo Revolucionário) quando já eram aderentes do Bloco de Esquerda", indica o comunicado do BE.

O mesmo documento especifica que a decisão da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, aprovou por maioria o relatório da Comissão de Inquérito sobre o assunto no passado domingo.

Segundo a página oficial do BE, o inquérito interno foi aberto na sequência de um conjunto de adesões e pedidos de adesão "provenientes de uma organização política que, externamente ao Bloco de Esquerda e sem qualquer contacto com os órgãos legítimos do partido, decidiu infiltrá-lo".

O texto do Bloco de Esquerda refere que a organização Socialismo Revolucionário apresenta-se como a secção portuguesa do "Comité para uma Internacional dos Trabalhadores" (CIT), partido marxista internacional, que publica a revista A Centelha, e que mantém uma página oficial na internet.

O Bloco de Esquerda sublinha igualmente as teses do Congresso da organização Socialismo Revolucionário, realizado em 2013 e que criticou o BE pela "mudança da liderança para a direita" em direção à social-democracia.

"Exigimos táticas flexíveis que podem significar a procura de oportunidades noutros locais, incluindo uma orientação para o PC português, que, apesar de muitas das características burocráticas que retira do seu passado estalinista, é um dos poucos partidos tradicionais de trabalhadores de massa que ainda existem na Europa", escreve o Bloco de Esquerda referindo-se às posições demonstradas pelo Socialismo Revolucionário.

A nota recorda que através de divulgação de uma declaração de junho de 2016, o Comité Executivo do Socialismo Revolucionário anunciou a integração no Bloco de Esquerda e que no mês de dezembro

enviou à Mesa Nacional um pedido de formalização.

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