Área Metropolitana do Porto mantém candidatura a agência europeia

A sede da agência fica atualmente em Londres, mas será transferida para outro país após o brexit

Conselho Metropolitano vai entregar a Costa candidatura da AMP à EMA

O presidente do Conselho Metropolitano do Porto, Emídio Sousa, vai entregar hoje ao primeiro-ministro um dossiê sobre uma candidatura da Área Metropolitana do Porto (AMP) à Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Em declarações à Lusa, o também presidente da Câmara de Santa Maria da Feira explicou que o dossiê que deseja entregar a António Costa à margem de uma reunião do Conselho de Concertação Territorial, diz respeito a "uma candidatura da AMP", "independentemente do sítio exato" que venha a ser escolhido entre os seus 17 concelhos.

O governo reabriu o processo de candidatura de Portugal a acolher a EMA para incluir também a cidade do Porto, mas Emídio Sousa disse que este dossiê da AMP não foi "articulado" com a Câmara na sequência da nova decisão do governo, afirmando "desconhecer" o trabalho que a autarquia possa estar a preparar. "Numa reunião no fim de maio, o Conselho Metropolitano do Porto (CmP), tinha decidido apresentar uma candidatura da AMP à EMA, na sequência de uma carta que recebemos do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira", justificou Emídio Sousa, referindo-se à candidatura à agência que vai deixar Londres por causa da saída do Reino Unido da União Europeia.

Questionado sobre se o dossiê da AMP foi "articulado" com a Câmara do Porto, que na terça-feira deliberou por unanimidade criar um grupo de trabalho para preparar uma candidatura da cidade, o presidente do CmP disse "desconhecer" essa decisão. O responsável frisou, ainda, que o processo que quer entregar a António Costa diz respeito a "uma candidatura da AMP". "Se for no Porto, tudo bem. Estamos unidos em torno da candidatura da AMP. Queremos estar nesta candidatura a 17. Temos de ver o sítio adequado, mas o nosso nome é Porto, independentemente do sítio exato", afirmou.

O Ministério da Saúde divulgou no sábado que o governo decidiu reabrir o processo de candidatura à sede da EMA, referindo que só o Porto, a par de Lisboa, "parece reunir condições para uma candidatura muito exigente e competitiva em termos europeus". "Neste contexto, o governo tomou a iniciativa de contactar a Câmara do Porto para que a cidade se associasse, no âmbito da Comissão de Candidatura Nacional, ao processo de avaliação que irá decorrer à luz dos critérios oficiais definitivos", lê-se na nota. O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, disse no sábado à Lusa ter sido informado pelo ministro da Saúde da intenção do governo de convidar o Porto a integrar a comissão de candidatura à sede da EMA, "no sentido de que Portugal conseguisse dentro dos prazos apresentar a melhor candidatura". Rui Moreira deu ainda conta de uma conversa posterior com o vereador do Partido Socialista Manuel Pizarro, informando-o "que a comissão que ele havia proposto em reunião de câmara e tinha sido aprovada por unanimidade, mas condicionada a uma palavra do governo, deixava de fazer sentido". E justificou-o, afirmando que, "objetivamente, havia sido conseguido um objetivo maior, ou seja, uma candidatura nacional".

Já a deputada do PSD Fátima Ramos insistiu no sábado à noite na inclusão de Coimbra como hipótese para receber a Agência Europeia do Medicamento e lamentou que o Governo reabra o processo sem incluir a cidade.

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