António Costa diz estar na política pela defesa da dignidade humana

"Muitas vezes a política é feita com distância e sem termos presente que aquilo que justifica a política e a nossa ação tem a ver com a dignidade da pessoa humana", afirmou

O primeiro-ministro, António Costa, assumiu esta terça-feira estar na política pela defesa da dignidade da pessoa humana, mas alertou que esta é muitas vezes feita à distância e esquecendo o seu real objetivo.

"Muitas vezes a política é feita com distância e sem termos presente que aquilo que justifica a política e a nossa ação tem a ver com a dignidade da pessoa humana. O que nos faz estar na política e o que faz estas mulheres e homens servir a coletividade, sendo bombeiros, é a defesa da dignidade da pessoa humana", sustentou.

António Costa, que esteve esta tarde no lançamento simbólico da primeira pedra do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Famalicão da Serra, no concelho e distrito da Guarda, sublinhou que a sua presença serviu acima de tudo "para prestar homenagem a uma comunidade e a um exemplo de vida".

"A última vez que aqui estive foi numa noite trágica em que a aldeia e em particular a família do bombeiro Sérgio Rocha choravam a sua morte e a de cinco sapadores chilenos", recordou.

Cinco sapadores chilenos e um bombeiro português morreram carbonizados em julho de 2006, quando combatiam um incêndio em Famalicão da Serra, no concelho da Guarda.

Na altura, António Costa era ministro da Administração Interna e deslocou-se à freguesia do concelho da Guarda onde ocorreu a tragédia.

"Era um momento de grande tristeza e em que pude sentir aquilo que é a dor efetiva de uma família e uma comunidade que vê partir um dos seus perante a violência do fenómeno natural e quando sacrificam a vida na defesa de um bem fundamental que é o património da nossa floresta", apontou.

Ao longo da sua intervenção, o representante do Governo realçou o conforto e a ajuda que recebeu do então presidente da Assembleia Municipal da Guarda, João Almeida Santos, que para além de o acolher, visitou consigo a família enlutada.

"Hoje, quando a mãe do Sérgio Rocha me cumprimentou com um sorriso e quando hoje vejo que o novo comandante desta corporação é o seu irmão e que toda a família continua a ser bombeiro fardado ou não fardado e a continuar este combate que o Sérgio perseguiu toda a sua vida, é de facto um testemunho de vida que acho que nos deve encher de orgulho a todos", destacou.

O novo quartel de Bombeiros de Famalicão da Serra, cuja primeira pedra foi hoje lançada pelo primeiro-ministro António Costa, vai custar cerca de 620 mil euros, financiados a 85 por cento por fundos comunitários.

A corporação é constituída por 56 bombeiros no corpo ativo, que vinham ocupando uma subcave de um edifício "sem condições nenhumas".

Para o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Famalicão da Serra, António Fontes, esta é uma obra obrigatória, que marca um novo ciclo que vai ficar na história da freguesia.

"Ficam a faltar 44 mil euros para equipamentos", concluiu.

O lançamento simbólico da primeira pedra do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Famalicão da Serra contou ainda com a presença da ministra e o secretário de Estado da Administração Interna, o embaixador do Chile em Portugal e o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.

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