"Quadro escondido" contaminou segundo round do debate

Foi um debate quinzenal com pouca história e em que, como se previa, António Costa foi ao Parlamento fazer a defesa do Programa de Estabilidade e do Programa Nacional de Reformas - esteve ausente da discussão da véspera -, que o Governo aprovará, segundo o próprio primeiro-ministro, ainda esta quinta-feira em Conselho de Ministros e que deverá seguir para Bruxelas esta sexta-feira.

O PSD e o CDS não desarmaram e questionaram, uma e outra vez, por um eventual plano B, por um "plano de contigência" (para este ano ou para os seguintes que os programas abarcam) e por eventuais aumentos de impostos, mas Costa devolveu sempre dizendo que não há qualquer "documento escondido" e que apenas enviou para a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), para o Conselho de Finanças Públicas (CFP) e para as entidades europeias "um documento de trabalho" com contas às medidas que constam dos programas.

Num debate em que Pedro Passos Coelho não falou, o primeiro-ministro admitiu que deu mais relevo ao Programa Nacional de Reformas do que ao Programa de Estabilidade e acabou por conter com facilidade o "fogo amigo" vindo das bancadas de esquerda.

Catarina Martins pressionou o governo com o tema "banca" - com o Novo Banco à cabeça -, e Costa voltou a sublinhar que deixa todas as hipóteses em aberto (nacionalização, fusão com outra instituição financeira ou alienação).

Já Jerónimo de Sousa ancorou-se nos famosos Panamá Papers para perguntar se o executivo PS tomou medidas para proteção dos documentos abrangidos pelo Regime Excepcional de Regularização Tributária (RERT), tendo Costa respondido que tais medidas já foram tomadas, até porque essa documentação pode ser requerida para "investigação criminal".

Por sua vez, Assunção Cristas voltou a desafiar o Governo para reformar a Segurança Social e adiantou que o CDS vai apresentar medidas na próxima semana que visam a promoção da natalidade.

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