Seguro exorta Governo a devolver dinheiro das portagens

O secretário-geral do PS escusou-se hoje a comentar a demissão da administração da Estradas de Portugal, exortando antes o Governo a fazer com que o dinheiro pago pelos portugueses em agosto na ponte 25 de Abril "regresse para o erário público".

"Há quem se preocupe com as administrações e há quem se preocupe com os portugueses. Eu preocupo-me com os portugueses. O dinheiro que os portugueses pagaram nas portagens da ponte 25 de Abril no mês de agosto pertencem ao erário público. A responsabilidade do Governo é zelar bem pelo dinheiro público. O que tem que fazer é fazer com que esse dinheiro, que é público, entre nos cofres do Estado", afirmou no final da conferência sobre "Gestão Urbana Municipal", a primeira de um ciclo designado "Fórum Santarém" organizado pela concelhia do PS Santarém, e pela Federação Distrital do Partido Socialista.

Para o líder socialista, o Governo, que justificou a cobrança de portagens em agosto com a necessidade que o país tinha de dinheiro, tem que fazer "esse acerto com a empresa concessionária" e não deve "arranjar desculpas".

A questão do pagamento da compensação à Lusoponte, quando a concessionária já tinha arrecadado o dinheiro das portagens de agosto, foi um dos temas do discurso que António José Seguro dirigiu aos militantes socialistas do distrito de Santarém.

Seguro contrapôs a atuação do Governo neste caso à exigência que fez a 117 mil portugueses, que receberam comparticipações sociais por erro do Estado, para que devolvessem essas verbas no espaço de um mês.

"São dois exemplos muito claros de como o Governo trata os mais fortes, dizendo-lhes que podem ficar com o dinheiro, e os mais fracos, exigindo que no espaço de um mês tenham que devolver todo o dinheiro quando o erro foi do Governo", afirmou.

Para Seguro, este é mais um exemplo da "insensibilidade social" deste Governo, "para além de outras coisas" que preferiu "não enunciar".

Falando num encontro que teve por tema central a questão da reforma administrativa que vai obrigar à extinção de freguesias, António José Seguro voltou a justificar o voto socialista no Parlamento contra a proposta do Governo por esta ser feita "a regra e esquadro" e sem a participação das pessoas.

Seguro reafirmou que o PS esteve, "desde o início", disponível para trabalhar "com outras forças políticas" numa "reforma global", que passasse pela alteração da lei eleitoral autárquica, pelas competências, pela Lei das Finanças Locais e pela reorganização territorial, "de uma forma articulada e com coerência".

Antes da chegada do secretário-geral, o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, o autarca socialista António Rodrigues, criticou o partido por ter votado contra a proposta do Governo sem ter apresentado uma proposta alternativa como entende que seria sua obrigação.

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