PSD quer apoios para agricultores de S. Miguel

O presidente da Associação de Jovens Agricultores Micaelenses, Hélio Carreiro, alertou hoje para as consequências da destruição das colheitas de milho provocada pela passagem do furacão Gordon nos Açores, revelando que foram afetados dezenas de agricultores em S. Miguel.

"Há agricultores com 30 por cento da colheita destruída, mas também há agricultores com 100 por cento da colheita destruída pelo furacão", afirmou Hélio Carreiro, em declarações aos jornalistas durante uma visita da candidata do PSD/Açores à presidência do Governo Regional, Berta Cabral, a explorações afetadas pelo mau tempo.

O problema afeta dezenas de agricultores, tendo Hélio Carreiro revelado que a associação já recebeu o contacto de cerca de 40 agricultores a pedir ajuda.

"Tem que haver algum apoio, mas não como o que foi prometido em abril por causa das sementeiras destruídas pela chuva e que ainda não foi pago", frisou, recordando que "o milho é uma parte integrante da alimentação das vacas e é importante para a qualidade do leite".

Berta Cabral, depois de ter visitado vários campos de milho destruídos pelo vento forte que atingiu S. Miguel na madrugada de segunda-feira, reconheceu que o temporal "deixou um rasto de destruição", criando uma "situação preocupante" em muitas explorações agrícolas.

Para a candidata social-democrata, é preciso "trabalhar arduamente" para conseguir seguros de colheita para os agricultores açorianos, o que implica a obtenção de autorizações das instâncias europeias.

"Não é andar a falar disso há 16 anos, é fazer com que haja seguros para resolver os problemas dos agricultores açorianos", afirmou, assegurando que o PSD "não desiste" desse objetivo.

Na falta do seguro de colheita, Berta Cabral defendeu que a ajuda aos agricultores agora afetados pelo mau tempo deve passar pela atribuição de apoios para a importação de milho de silagem ou de outro alimento equivalente em termos energético e nutricionais para o gado.

"É impossível deixar as coisas como estão porque há prejuízos muito grandes e isso tem que ser tido em conta", afirmou Berta Cabral, defendendo a importância do setor primário na economia açoriana.

"O setor primário continua a ser a base da nossa economia, não sendo incompatível com o desenvolvimento dos outros. Todos têm lugar, mas não podemos esquecer que é da agricultura que vem a base de sustentação da nossa economia e até como setor de criação de emprego", frisou, recordando que este setor "foi o único que criou emprego" durante a atual crise.

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