PS quer "inundar" ministro da Economia com "e-mails"

O PS quer "inundar" o correio eletrónico do ministro da Economia com mensagens a exigir o reinício da construção do Túnel do Marão, numa ação de protesto contra a suspensão das obras que dura há um ano.

Os deputados do PS eleitos pelos distritos do Porto e Vila Real subiram no dia 21 de maio à serra do Marão, até perto de uma das bocas do túnel, para anunciar uma ação de protesto para assinalar o "escândalo" de um ano de paralisação nas obras da Autoestrada do Marão.

Os trabalhos em toda a autoestrada foram suspensos a 27 de junho de 2011, por ordem da concessionária Autoestrada do Marão e alegadamente por razões financeiras.

Devido à morte, na segunda-feira, do militante número 10 do PS, Júlio Montalvão Machado, os socialistas suspenderam por dois dias todas as iniciativas político-partidárias no distrito de Vila Real.

Hoje, em comunicado, o PS anunciou que vai arrancar "com uma campanha de protesto, que visa inundar o correio eletrónico do ministro da Economia com mensagens a exigir o reinício das obras do Túnel do Marão".

Na carta a enviar a Álvaro Santos Pereira, os socialistas classificam a paragem das obras como uma "situação gravíssima" que o Governo, "de uma vez por todas, tem que ser capaz de resolver".

"Na fase de construção, a obra assegurava cerca de 1.300 empregos e garantia trabalho para quase uma centena de pequenas e médias empresas. Uma vez construída, ficará ao serviço da economia, da segurança rodoviária e da qualidade de vida a que as populações do interior também têm direito", refere o documento.

Os socialistas salientam ainda que a obra já "foi executada em cerca 70 por cento e paga em quase metade".

"Senhor Ministro da Economia: é preciso superar este impasse. A passividade e inoperância do Governo quanto a este assunto não podem continuar", pode ler-se ainda na carta.

O secretário do Estado das Obras Públicas, Sérgio Monteiro, garantiu na semana passada à agência

Não há é prazo previsto ou anunciado.

A Autoestrada do Marão vai juntar-se à Autoestrada Transmontana, entre Vila Real e Bragança, que permitirá reduzir a sinistralidade em 23 por cento.

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