Portas defende cooperação e não confrontação entre o Ocidente e a China

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, defendeu hoje uma "relação de cooperação e não confrontacional" entre o Ocidente e a China.

"Ninguém compreenderá o século XXI sem compreender a China. (...) Nós olhamos para a China sem preconceitos e respeitamos as diferenças", disse Paulo Portas na abertura de um seminário económico em Xangai.

Num discurso de cerca de 15 minutos perante uma centena de empresários dos dois países, Paulo Portas realçou que Portugal e a China "tiveram sempre uma relação pacífica" ao longo de cinco séculos.

O ministro português qualificou a transferência de Macau para a soberania chinesa, em dezembro de 1999, como "um modelo para a comunidade internacional".

"Ambos os países podem estar orgulhosos dessa transição, feita no pleno respeito do princípio 'um país, dois sistemas'. A transição de Macau reforçou a natural confiança entre Macau e a China", acrescentou.

Paulo Portas reafirmou que Portugal e a China "têm excelentes relações políticas".

"Admiramos o lugar que a China está a construir na arena internacional", disse.

Após a abertura do seminário económico em Xangai, Paulo Portas vai encontrar-se com o vice-presidente da Câmara de Xangai com o pelouro dos Assuntos Financeiros, Tu Guangshao, e depois visitará duas empresas, uma das quais portuguesa.

O ministro segue hoje à tarde para Pequim, onde permanecerá até sexta-feira de manhã.

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