Passos deve dizer se abordou venda do BPN em Angola

O PS quer que o primeiro-ministro esclareça se abordou com as autoridades angolanas a venda do BPN ao banco BIC na visita que efetuou a Luanda a 17 de novembro do ano passado e que contrapartidas ofereceu.

Este é um dos conjuntos de pontos que consta do questionário dos socialistas para que Pedro Passos Coelho responda por escrito à comissão parlamentar de inquérito sobre a nacionalização e reprivatização do Banco Português de Negócios (BPN).

Estas questões, que foram apresentadas pelo deputado socialista Basílio Horta, surgiram depois de o presidente do banco BIC Portugal, Mira Amaral, ter envolvido o nome do primeiro-ministro na conclusão do acordo que permitiu a venda do BPN por 40 milhões de euros.

Mira Amaral disse na comissão parlamentar de inquérito que o primeiro-ministro promoveu em São Bento duas reuniões com responsáveis do banco BIC e que chegou mesmo a contactar o ministro de Estado de Angola, Carlos Feijó.

Nas 22 perguntas que dirige ao líder do executivo, o PS quer apurar quem acompanhou o primeiro-ministro na visita de 24 horas que efetuou a Luanda a 17 de novembro do ano passado, qual o motivo dessa deslocação, se a venda do BPN fez parte da agenda de conversações e se nessa altura já tinha conhecimento de que as negociações entre o Governo português e o BIC estavam em vias de rutura.

O PS pergunta a Passos Coelho se confirma uma primeira reunião em São Bento mencionada por Mira Amaral sobre a venda do BPN e, em caso afirmativo, o que o levou a marcar essa reunião.

"Confirma que existia um colapso das negociações com o BIC para a venda do BPN? Confirma as declarações do engenheiro Mira Amaral (...) que afirmou ter o senhor primeiro-ministro apelado à sua boa vontade para salvar o BPN? Qual foi a posição do BIC Portugal em relação à compra do BPN que Mira Amaral lhe transmitiu nessa reunião" e "quais as razões invocadas para a rutura das negociações?", pergunta a bancada socialista.

A partir deste encontro, o PS pergunta ainda a Passos Coelho se confirmar uma segunda reunião em São Bento poucos dias depois, a 28 de novembro, e nessa ocasião quais foram as novas condições apresentadas para possibilitar a conclusão do negócio.

Neste contexto, o PS pergunta "quais as posições que ocorreram nas posições do Governo e do BIC para que esse acordo fosse possível, quais as cedências do Governo" e "quem foi por elas o responsável".

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