Partido Comunista agradado com Paulo Portas

Paulo Portas e o Partido Comunista sempre estiveram afastados mas agora, que está no Governo, esta distância diminuiu drasticamente. Tão curta ficou que ontem até foi recebido pelo responsável pelas relações políticas com dirigentes estrangeiros deste mesmo partido... Estamos a falar do Partido Comunista Chinês, claro, onde o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros esteve esta manhã, em Pequim, para se reunir com o ministro do Departamento Internacional, Wang Jiarui.

Refira-se que esta reunião só aconteceu porque o CDS/PP, numa reviravolta inaudita no conjunto de partidos políticos estrangeiros com que tem afinidades, estabeleceu recentemente relações com o Partido Comunista Chinês. Se o não tivesse feito, Paulo Portas não teria estado a conversar mais de uma hora numa sala onde um quadro com a Grande Muralha da China serviu de cenário aos dois políticos e que deu à visita oficial do ministro a estatuto político que só se verifica após ser recebido pelos dirigentes do PCC. E essa pré-condição foi logo reafirmada por Wang Jiarui que, nos cumprimentos iniciais, referiu primeiro a condição de líder do CDS/PP de Paulo Portas e só depois a de ministro.

Em seguida, o ministro do Partido Comunista Chinês repetiu a satisfação de se encontrar com o governante português, dando voz ao processo económico e de austeridade em curso e também à situação da União Europeia: "Que está numa situação muito sensível". Diga-se que todos os altos dirigentes chineses com que Paulo Portas se tem encontrado incluíram uma nota sobre a Europa logo após se mostrarem satisfeitos sobre o 'sucesso' da recuperação da economia portuguesa. Não será por acaso que tanto o vice-primeiro-ministro como o ministro dos Negócios Estrangeiros chineses vincaram a importância de a União Europeia sair da situação de crise em que se encontrava antes do último Conselho Europeu em todos os encontros com o ministro português, sendo interesse da China que esta mensagem chegue por via de um estado-membro a quem de direito.

Paulo Portas, por seu lado, sublinhou ausência de conflitos durante tantos séculos de relação entre os dois países e definiu como muito importante no quadro da recuperação e da evolução da economia portuguesa o "desenvolvimento das relações das relações entre os dois países, expresso pela presença de empresas portuguesas na China e pelos investimentos das empresas chinesas em Portugal". A reunião entre Wang Jiariu acabou por ultrapassar o tempo previsto.

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