"Os Verdes" questionam Governo sobre incêndio no Algarve

O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) quer saber se o Governo já sabe que falhas de coordenação houve no incêndio que devastou o Algarve no mês passado e que mecanismos financeiros vão ser disponibilizados para fazer frente aos prejuízos.

Numa pergunta entregue na Assembleia da República e dirigida ao ministério da Administração Interna (MAI), que tutela a Proteção Civil, o grupo parlamentar do PEV refere que os incêndios florestais que deflagraram a 18 de julho nos concelhos de Tavira e São Brás de Alportel "constituíram um absoluto drama, que ameaçou vidas humanas e destruiu um património vastíssimo, em mais de 26 mil hectares ardidos".

O partido ecologista aponta a falta de prevenção como "uma falha recorrente" que torna "incompreensível e intolerável a suavidade com que os sucessivos Governos encaram aquela que deveria ser uma prioridade de intervenção" e questiona o executivo sobre a coordenação do dispositivo de combate colocado no terreno, que foi "o maior alguma vez disponibilizado".

O PEV sublinha que "as populações se queixaram imenso da falta de presença desse dispositivo de combate, encontrando-se muitas vezes sozinhas" a combater as chamas, e a eficácia da intervenção dos meios aéreos foi "desarmada" porque "não se encontravam, em locais cruciais, bombeiros no terreno para concluir o trabalho de estagnação" do incêndio.

"Vimos relatado na imprensa que um número muito considerável de bombeiros se manteve parado durante muito tempo, na medida em que, vindos de fora e sem conhecer a área, aguardavam ordens para poderem intervir. Ora, estes relatos e estas angústias, retratadas por quem viveu este drama, são absolutamente assustadoras e revelam descoordenações que se tornam incompreensíveis face à gravidade da situação", acrescentou o PEV.

O partido, que integra a coligação CDU com o PCP, recorda que "já foram prestadas declarações, pela própria proteção civil, a reconhecer que no Algarve houve claramente falhas no combate aos incêndios" e, por isso, questiona o MAI sobre se "houve ou não falhas no combate a estes incêndios".

O PEV quer também saber "que tipo de falhas estão apuradas" e, se não estão, "como se explicam as queixas das populações e o próprio reconhecimento de falhas da proteção civil?".

Outra das questões apresentadas pelo PEV prende-se com os prejuízos causados pelo fogo e se estes "já estão apurados?", assim como os "mecanismos financeiros que vão ser acionados" e os "meios financeiros disponibilizados para fazer face aos prejuízos ocorridos".

Por outro lado, "Os Verdes" pedem ainda ao MAI para explicar, "face à difícil situação, em muitos casos de rotura financeira, das corporações de bombeiros, como está assegurada a sua sustentabilidade para garantir a sua digna sobrevivência e pronta ação destes milhares de cidadãos que prestam um dos serviços mais nobres à sociedade".

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