Manifestantes prometem continuar até que Relvas saia

(ATUALIZADA às 22.30) Os organizadores da manifestação pela demissão do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, prometeram hoje, no final da concentração em frente à Assembleia da República, continuar a promover iniciativas até que o governante abandone o cargo.

Cerca das 20.30, o realizador Miguel Gonçalves Mendes, organizador da manifestação, subiu até junto da escadaria do Parlamento para fazer agradecer aos presentes e propor novas concentrações "todas as segundas-feiras" até que Miguel Relvas abandone o Governo, junto a São Bento e também nos serviços da Universidade Lusófona.

O realizador anunciou ainda que pretende entregar na Assembleia da República uma petição pedindo a demissão de Miguel Relvas, assim que reúna as quatro mil assinaturas necessárias.

Na manifestação, com hora de início marcada para as 19:00 e que durou cerca de uma hora e meia, estiveram algumas centenas de pessoas empunhando cartazes e gritando palavras de ordem no largo junto às escadarias do Parlamento, na Rua de São Bento.

Às 20:00, hora de abertura dos telejornais, enquanto as televisões faziam transmissões em direto da manifestação, ouviu-se uma enorme vaia, com assobios e vozes a gritar "aldrabão, aldrabão".

Em declarações à agência Lusa, Miguel Gonçalves Mendes afirmou que, mais do que para pedir a demissão de Miguel Relvas, a iniciativa é "sobretudo pela dignidade dos órgãos que representam" os cidadãos e pela "soma de vários casos" envolvendo o governante.

O realizador defendeu que o Presidente da República, "que representa todos os portugueses", e o Parlamento "têm de chamar o primeiro-ministro à razão" porque senão "é a sua própria dignidade que está em causa".

"O primeiro-ministro não pode continuar a dizer que isto é um não assunto, porque este é o verdadeiro assunto, é a dignidade dos portugueses que está em causa (...) Sim, nós sabemos que existiram outras licenciaturas destas, que existiram gravadores roubados em pleno Parlamento e que esses deputados continuam em funções, mas a questão é esta e não podemos continuar a pactuar com este tipo de comportamentos", considerou.

Durante a concentração, para além de pedidos de demissão houve também palavras de ordem contra o Governo.

Um dos manifestantes, Manuel Afonso, defendeu, em declarações à Lusa, que "é preciso pedir a demissão deste Governo e da precariedade": "Estamos aqui contra isto tudo, o Miguel Relvas é só a ponta do 'iceberg'".

"Tenho uma licenciatura e parte de um mestrado feito, não tenho trabalho graças a decisões deste Governo e ainda por cima ainda gozam com a nossa cara quando eles próprios são licenciados através de processos corruptos, no mínimo, e depois mandam-nos emigrar, chamam-nos piegas, eu venho aqui pedir a demissão do Relvas, mas também protestar pelo estado a que o país chegou", afirmou.

Já Maria Ângela, disse querer estar em frente ao Parlamento para protestar contra "um caso muito concreto sobre o senhor ministro Relvas, que já se baralhou em três casos importantes, pelo menos, e agora meteu mesmo 'o pé na argola'".

"Acho que se atingiram limites insuportáveis de falta de vergonha, de falta de dignidade, de maus exemplos para a nossa juventude, para a que estuda, para a que trabalha, e isso é inadmissível num Governo, por mim não quero desta gente no Governo, é muito grave porque o que ele faz é uma batota", afirmou.

Na manifestação pela demissão do ministro Miguel Relvas estiveram figuras como a jornalista Manuela Moura Guedes ou o ex-bloquista Gil Garcia.

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