Louçã insiste em dois líderes contra críticos internos

Francisco Louçã, defendeu ontem em entrevista à TVI que a proposta de uma liderança bicéfala, de um homem e uma mulher, para o Bloco de Esquerda é "fortíssima" e unificadora do partido.

O coordenador do Bloco de Esquerda anunciou sexta-feira que deixará o cargo de liderança do partido após a Convenção de Novembro e defendeu que a sua sucessão deve ser protagonizada por Catarina Martins e João Semedo.

Mas a ideia de uma liderança bicéfala foi recebida com muitas críticas no partido. Ana Drago, Daniel Oliveira e José Gusmão, da corrente Manifesto, rejeitaram a opção e defenderam a necessidade de um coordenador único.

Segunda-feira à noite, na TVI, Louçã insistiu no que chamou ser a sua convicção, mas deixou claro que não está a dar uma indicação de voto e que são os militantes que decidem.

"A decisão sobre os novos porta-vozes, ou quem coordena a direção política do Bloco, não é minha, nem será da comissão política cessante, nem da mesa nacional cessante. Ela decorrerá da eleição da próxima mesa nacional", afirmou.

O histórico líder socialista não esclareceu se continuará no lugar de deputado depois de sair da liderança do partido. Virando o discurso para o país, Louçã desafiou o PS a romper com o memorando e disse que o desafio do Bloco passa por fazer uma aliança à esquerda contra a troika.

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