Governo devia resolver dívidas e não ir-nos "ao bolso"

O PS criticou hoje o aumento dos preços dos transportes, afirmando que o Governo devia estar concentrado em resolver as dívidas das empresas públicas de transporte em vez de "ir ao bolso dos portugueses".

"O PS lamenta que as soluções até agora apresentadas pelo Governo para o setor dos transportes passem por duas vias: uma primeira ir ao bolso dos portugueses e uma segunda por diminuir a mobilidade dos portugueses", disse o deputado socialista Rui Paulo Figueiredo.

Lembrando que os aumentos anunciados "somam-se aos aumentos que foram feitos em agosto de 15, 20, 25 por cento" e que também aumentaram a luz, o gás e o IVA da restauração, o deputado afirmou que "seria de esperar que as soluções do Governo permitissem uma maior utilização dos transportes públicos".

"Ora, os dados do Governo é que estimam uma diminuição de, pelo menos cinco por cento dessa utilização dos transportes públicos", sublinhou o deputado.

Rui Paulo Figueiredo reiterou que o PS "condena" que o Governo não tenha apresentado "propostas para fazer face aos endividamentos das empresas" porque "isso é que significativamente sobrecarrega os custos operacionais das empresas".

Segundo o parlamentar, "não é apenas e só pela via do aumento escandaloso dos preços dos transportes que este problema se vai resolver".

O deputado apelou ainda à maioria PSD e CDS-PP para viabilizar a presença do secretário de Estado dos Transportes na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas, para debater esta matéria.

"Temos apresentado, desde há duas semanas, requerimentos para ouvir o grupo de trabalho para a área metropolitana de Lisboa, o grupo de trabalho para a área metropolitana do Porto e o secretário de Estado dos Transportes. O PSD solicitou o adiamento dessa votação. Vai ser feita amanhã [quarta-feira]", indicou.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, anunciou na sexta-feira que os preços dos transportes públicos vão aumentar, a partir de 01 de fevereiro, em média cinco por cento e os dos privados quatro por cento.

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