Governo congratula-se com melhoria de 'rating'

O Governo enalteceu hoje a "excelente notícia" da melhoria pela Standard & Poor's do 'rating' de Portugal como pagador a longo prazo, novidade que o Executivo espera que represente uma "inversão" da tendência recente.

"Trata-se, esperamos nós, da inversão de uma tendência muito negativa que muito tem penalizado" o país, disse o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes, referindo-se a sucessivas descidas do 'rating' português nos últimos anos.

Falando em conferência de imprensa no final da reunião semanal do Conselho de Ministros, Marques Guedes lembrou que a inversão de tendência para uma maior credibilidade de Portugal no estrangeiro "dependerá da continuação da determinação do país no cumprimento do programa de ajustamento".

A agência de 'rating' Standard & Poors melhorou hoje a classificação de Portugal como pagador de dívidas a longo prazo, na sequência do acordo dos ministros europeus para prolongar o prazo do empréstimo para assistência financeira.

Segundo anunciou hoje em comunicado, a Standard & Poor's passou a perspetiva de classificação da solvabilidade a longo-prazo de Portugal de "negativa" para "estável", mantendo, no entanto, o país na categoria de "investimento especulativo" ("BB").

Esta decisão surge dois dias depois de um acordo de princípios dos ministros das Finanças europeus sobre o prolongamento do prazo do empréstimo de assistência financeira a Portugal e à Irlanda.

Os 27 concordaram em solicitar à 'troika' que avance agora com uma proposta com as melhores opções possíveis para cada um dos dois países, tanto para os empréstimos concedidos ao abrigo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) como do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF), de acordo com uma declaração dos ministros das Finanças da UE.

"Prevemos que os credores europeus estenderão a maturidade do empréstimo a Portugal", o que "vai reduzir os riscos sobre o financiamento do setor público", explica a agência no comunicado.

Para a Standard & Poor's, a decisão da 'troika' de credores (FMI, UE e BCE) poderá aligeirar o plano de austeridade orçamental de Portugal, tendo em conta que a atividade económica está mais fraca do que o previsto.

Portugal precisa obter mais tempo para baixar o défice para o limite de 3% do PIB fixado por Bruxelas, objetivo previsto atualmente para 2014.

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