Congresso das Alternativas contra o Memorando

Carvalho da Silva, Vasco Lourenço e Alfredo Barroso integram a comissão organizadora que vai preparar o congresso a 5 de outubro. Mário Soares já manifestou consonância com as ideias; o PCP distanciou-se do movimento.

Explicar que o Memorando, "uma opção económica errada e socialmente injusta", cujo "falhanço vai sendo confirmado com a apresentação dos números" e que parece ter como "única finalidade empobrecer o País", e demonstrar que não se está perante "um caminho único", apresentando estudos e argumentos para "mudar o discurso da inevitabilidade" desta política, são os objetivos do Congresso Democrático pelas Alternativas, agendado para 5 de outubro.

Na primeira reunião do movimento que junta políticos desde o PS ao BE, mas também académicos e artistas, realizada ontem, em Lisboa, foi eleita a comissão organizadora. Entre as 44 figuras escolhidas, figuram nomes como o ex-líder da CGTP, Carvalho da Silva; o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço; o fundador do PS e ex-chefe da Casa Civil de Soares em Belém, Alfredo Barroso; o ex-líder da bancada parlamentar do BE, José Manuel Pureza; o antigo secretário de Estado do Ensino Superior no Governo de Guterres, José Reis; ou o antigo membro do Comité Central do PCP, que abandonou o partido em 2009, Domingos Lopes; e até a viúva de José Saramago, Pilar del Rio.

José Reis, que falou aos jornalistas, admitiu que Mário Soares conhece o documento "e apresentou a sua consonância com as ideias expressas". Acerca da posição de distanciamento do PCP (embora um dos subscritores do documento seja o comunista Avelãs Nunes), apenas disse que "respeitam" aquele partido.

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