CDS-PP/M diz que governo regional deve regenociar plano

O líder do CDS/PP-Madeira, defendeu hoje que o Governo Regional deve aproveitar a vinda da 'troika' a Portugal, em agosto, para fazer a avaliação do plano de resgate nacional, para tentar "flexibilizar" o Programa de Ajustamento desta região.

"Deve haver uma revisão deste Plano de Ajustamento e o momento adequado deverá ser o mês de agosto, quando 'troika' vier a Portugal e fizer o relatório de avaliação do Plano de Ajustamento do Estado português", disse o presidente reeleito dos populares madeirenses após a primeira reunião da comissão política do partido na região depois do congresso regional que decorreu no passado fim-de-semana.

José Manuel Rodrigues argumentou que "nessa altura deverá haver alguma flexibilidade do plano português e o Governo Regional deve começar a preparar as negociações para junto do Governo da Republica flexibilizar também o plano da Madeira".

O dirigente do CDS/PP salientou que a Madeira "precisa de mais dinheiro, mais tempo para pagar e da correção de algumas medidas, a nível de redução de impostos e manter as empresas abertas para manter o emprego".

"Do ponto de vista político, não só o Governo Regional do PSD é responsável por uma dívida excessiva de 6,5 mil milhões de euros, com negociou mal um Plano de Ajustamento Economico e Financeiro (PAEF) e é curioso que quatro meses depois de estar em execução, o Governo Regional do PSD venha dar razão ao CDS", disse José Manuel Rodrigues.

E acrescentou: "Só é pena que venha tarde e espero que a futura revisão, que CDS e agora PSD defende, vá agora na direção certa, seja também económico e tenha em atenção a fratura social que está instalada na sociedade madeirense".

O líder do CDS/PP-M reafirmou que primeiro relatório feito à execução do PAEF provou que o partido "tinha razão, quando disse que o plano estava desajustado da realidade regional e era incomportável para a Madeira e insuportável para os madeirenses".

"Apesar do aumento brutal de impostos na ordem dos 25 por cento, nota-se que a receita fiscal baixou e a despesa não está controlada", pelo que "o primeiro objetivo do plano está comprometido, a consolidação orçamental".

Para José Manuel Rodrigues, "além de um plano de ajustamento financeiro era preciso um plano de desenvolvimento económico", pelo que voltou a defender "que deve haver uma revisão deste plano de ajustamento".

Devido ao apuramento de uma dívida pública na ordem dos 6,5 mil milhões de euros, o Governo Regional acordou com o Estado português um plano de ajustamento financeiro que implicou, entre outras medidas, o aumento da carga fiscal e dos combustíveis, além da perda dos subsídios de natal e férias para os funcionários da administração pública da Madeira.

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