Cavaco vai explicar como "atuar em tempos de crise"

O texto a divulgar, afirma Cavaco Silva, explica como deve um Presidente atuar em "tempos de grave crise económica e financeira".

O Presidente da República anunciou no Facebook que vai revelar depois de amanhã, dia 9, o prefácio do Livro "Roteiros VII".

"No próximo dia 9 de Março, data em que completo o segundo ano do meu segundo mandato, divulgarei, na página da Presidência da República na Internet, o texto do Prefácio do livro "Roteiros VII", que reúne as intervenções mais significativas que produzi naquele período", escreveu esta manhã Cavaco Silva.

O Presidente da República afirma que este ano "o prefácio diz respeito ao modo como deve actuar um Presidente da República em tempos de grave crise económica e financeira, como aquela em que Portugal tem estado mergulhado nos últimos anos".

Ontem, o chefe de Estado garantiu que um Presidente da República que fale muito aos jornalistas não tem influência nas decisões do país e sublinhou que um Presidente "sensato e responsável" fala em privado com o primeiro-ministro sobre aspetos concretos.

"Eu tenho uma experiência que mais ninguém tem: ninguém foi primeiro-ministro 10 anos e acumulou com sete anos de Presidente da República. Eu tenho uma informação que mais ninguém tem. Portanto, sei muito bem que um Presidente da República que busca protagonismo mediático não tem qualquer decisão ou qualquer influência sobre o processo de decisão política. Isso sei eu muito bem", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.

Sublinhando ter "uma agenda muito intensa", que normalmente o ocupa "dez horas por dia e muitas horas ao sábado e ao domingo", Cavaco Silva considerou que um Presidente da República "sensato e responsável" quando tem algo a dizer ao primeiro-ministro sobre aspetos concretos não o faz em público, mas nas reuniões semanais que tem com o chefe do Governo.

"Há uma relação inversa entre o protagonismo mediático de um Presidente da República e a sua capacidade de influência nas decisões políticas. Presidente da República que fale muito à comunicação social normalmente não tem influência nas decisões que se toma no país", enfatizou Cavaco Silva, cujo silêncio público das últimas semanas tem sido alvo de várias críticas.

Questionado se o Governo não levou demasiado tempo a ouvi-lo, o chefe de Estado respondeu que mede as palavras porque quer contribuir para a resolução dos problemas.

"Eu meço as palavras porque quero contribuir para a resolução dos problemas e o que está permanentemente nas minhas preocupações é a defesa dos superiores interesses nacionais. É isso que faço todos os dias nessas 10 horas que passo na Presidência da República, ajudar, contribuir, sem protagonismos mediáticos", declarou Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração da Moagem da Nacional, na Fábrica da Cerealis, em Lisboa.

Cavaco Silva adiantou ainda que nas suas conversas com o primeiro-ministro e com membros do Governo se fala da necessidade de atuar de forma a reduzir os "números dramáticos do desemprego"

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