Cavaco diz que trabalha 10 ou 12 horas por dia

Cavaco Silva afirmou que trabalha 10 horas ou até 12 horas por dia, em Belém e que a partir da Presidência da República influencia mais as decisões políticas do que com "mediatismo público".

O Presidente da República respondia assim aos que o têm criticado por ter falado pouco em público da crise no País. "Há uma relação inversa entre o protagonismo e as influência nas decisões políticas", frisou Cavaco, relembrando os seus dez anos como primeiro-ministro e os sete que já leva em Belém.

Cavaco Silva recusou-se a comentar o eventual prolongamento para 15 anos do prazo para pagamento dos empréstimos à troika, mas considerou "positivo" o facto de os parceiros europeus já terem aberto a porta a essa possibilidade. O chefe do Estado fez votos que nesta 7.ª avaliação do programa de ajustamento, a troika tenha em consideração "os sacrifícios" e a responsabilidade dos portugueses e o que se passa no resto da Europa.

"Quando se verifica que na UE um crescimento negativo, e as previsões para 2013 ainda são piores, alguma coisa vai mal na política económica europeia", disse.

Tal como já tinha dito na mensagem de Ano Novo, voltou a insistir na ideia de que Portugal vive uma "espiral recessiva", patente na quebra do produção, do investimento, do consumo e na "subida acentuada" do desemprego. "O ano de 2013 tem de ser a inversão desta tendência", defendeu. O que só poderá acontecer, disse, dando prioridade ao crescimento económico.

Cavaco afirmou ainda que as manifestações dentro da ordem constitucional devem ser respeitadas.

O Presidente considerou depois que 923 mil desempregados em Portugal - 40% entre os jovens - "são números dramáticos", cuja "única resposta" para os inverter "está no crescimento económico".

Antes de responder aos jornalistas, Cavaco Silva fez uma breve declaração para elogiar o papel dos empresários que investem, arriscam e criam postos de trabalho no País.

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