Carlos César não será candidato nas regionais de outubro

O presidente do PS/Açores, Carlos César, não integra as listas de candidatos que o partido vai apresentar nas eleições regionais marcadas para 14 de outubro, pelo que não será deputado na próxima legislatura.

"É um testemunho da minha parte de conferir às novas gerações, com novas ideias, novas energias e novas políticas, a responsabilidade de conduzir a região nesta fase difícil, em que a inovação e o entusiasmo são muito necessários", afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas depois de ter entregado no Tribunal de Ponta Delgada, como mandatário, a lista candidata pelo círculo de S. Miguel.

Carlos César, que anunciou a 7 de outubro de 2011 que não pretendia candidatar-se à presidência do Governo Regional, ficará também fora da Assembleia Legislativa dos Açores que será eleita em meados de outubro.

A lista socialista em S. Miguel é encabeçada por Vasco Cordeiro, ex-secretário regional da Economia, que o partido escolheu para suceder a Carlos César na chefia do executivo açoriano.

A 8 de outubro de 2011, um dia depois de Carlos César ter anunciado que não seria de novo candidato à presidência do Governo dos Açores, o Secretariado e a Comissão Regional do PS/Açores aprovaram por unanimidade o nome de Vasco Cordeiro.

"O que se passa hoje é um pouco como o que se passa nas famílias, Em determinada fase das nossas vidas, achamos que os nossos filhos fazem melhor do que nós, têm mais energia que nós e a nossa função, como mais velhos, é dar-lhes estímulo, transmitir a nossa experiencia, aconselhar, mas é um caminho novo que deve ser feito pelas novas gerações", frisou Carlos César.

O líder regional socialista salientou que "é isso que o PS está a fazer nos Açores, concitando uma nova geração e pedindo aos açorianos que apoiem esta mudança".

Carlos César, que mantém ainda o cargo de presidente do PS/Açores, assumiu a presidência do Governo Regional em 1996, estando agora a terminar o quarto mandato.

Na declaração que apresentou em outubro de 2011, afirmou que decidiu afastar-se para honrar os compromissos assumidos nos termos da "ética dos cargos públicos".

"Afirmei, após a minha eleição em 2008, que não seria recandidato", recordou, na altura, destacando também ser sido o autor da proposta de inclusão da limitação de mandatos sucessivos no Estatuto Político-Administrativo dos Açores.

"Somos a única Região Autónoma que cumpriu a obrigação constitucional de adequar o seu Estatuto Político-Administrativo à Lei Fundamental. E, ao fazê-lo, não nos esquecemos de que a ética da lei da República exige a disponibilidade para se abandonar o cargo público exercido", afirmou Carlos César na altura em que anunciou que não se iria recandidatar.

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