Álvaro desafia oposição a apresentar alternativas

O ministro da Economia e do Emprego desafiou hoje a oposição a dizer "qual é a alternativa" à política que está a ser seguida pelo Governo, que reafirmou ser a única que permitirá alcançar a consolidação orçamental e criar emprego.

"Fala-se muito em crescimento e emprego mas não ouvimos ainda nenhuma proposta alternativa. Gostaria muito de ouvir a oposição a dizer qual é a alternativa. Se a alternativa da oposição é conduzir à situação a que fomos conduzidos até maio 2011, ou seja, estarmos a um pé de darmos mais um passo e cairmos na bancarrota", então é a "alternativa do desastre", afirmou.

Álvaro Santos Pereira encerrou hoje a conferência "Internacionalização, apoios e mecanismos de financiamento", no âmbito do Prémio PME Portugal, promovido pelo Jornal de Negócios e pelo Correio da Manhã.

A conferência decorreu na mesma sala, no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, onde, na quarta-feira, a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, foi alvo de uma tentativa de agressão, com um ovo, o que gerou hoje um enorme aparato policial nas ruas circundantes ao espaço, sem que se tenha registado qualquer incidente.

Um homem chegou a aproximar-se do teatro com uma caixa de ovos na mão, mas foi afastado de imediato pelos agentes.

Álvaro Santos Pereira lembrou que, em maio de 2011, a dívida externa de Portugal era de 240 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), que as empresas tinham uma dívida acima dos 170 por cento do PIB, que a dívida do Estado era superior a 100 por cento do PIB e a das famílias da ordem dos 135 por cento do rendimento disponível.

"Se esta é a alternativa, então é a alternativa do desastre", disse.

Afirmando reconhecer que os sacrifícios que estão a ser pedidos são muito difíceis para os portugueses mas também "para quem tem que tomar decisões", o ministro repetiu não haver alternativa "à diminuição da trajetória da divida, que é insustentável".

Para Álvaro Santos Pereira, qualquer "discussão séria tem que tomar o ponto de partida de maio de 2011 e o nível de endividamento que existe na economia portuguesa".

Aos empresários que o ouviram em Santarém, o ministro referiu medidas que têm vindo a ser tomadas no sentido de tornar Portugal um país "mais amigo do investimento", através da desburocratização e da eliminação de leis "desajustadas", garantindo que o Governo está a fazer uma "revolução" nos licenciamentos.

Segundo disse, em outubro o Governo vai realizar um seminário internacional dedicado à reindustrialização da Europa, setor que disse estar a merecer particular atenção do Governo, porque "só há economias fortes com um setor produtivo competitivo a nível global".

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