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Passos Coelho

"Não tenho pingue-pongue público com o sr. Presidente"

por Lusa  

"Não tenho pingue-pongue público com o sr. Presidente"
Fotografia © Angelo Lucas/Global Imagens

O primeiro-ministro afirmou hoje que não tem "um pingue-pongue público" com o Presidente da República mediado pelos jornalistas e desvalorizou a carta de doze primeiros-ministros da União Europeia, que não foi convidado a assinar.

No final de uma reunião do Conselho Nacional do PSD, num hotel de Lisboa, Passos Coelho foi questionado pelos jornalistas sobre a afirmação de que "não se pode somar permanentemente austeridade a mais austeridade" feita hoje pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

"Eu não respondo ao senhor Presidente da República. Quero fazer esta observação preambular, porque eu não tenho um pingue-pongue público, mediado pelos senhores jornalistas e pelas televisões, relativamente às intervenções do senhor Presidente da República. Portanto, não vou responder àquilo que, em cada circunstância, o senhor Presidente da República entenda dever afirmar", retorquiu Passos Coelho.

Em seguida, o primeiro-ministro considerou que todos sabem, incluindo o Presidente da República, que o Governo está a realizar reformas em "grande volume" para que a economia portuguesa se transforme e volte a crescer e a criar emprego, ao mesmo tempo que faz o controlo das contas públicas "com muita exigência e rigor".

Passos foi depois questionado sobre a carta que doze primeiros-ministros da União Europeia dirigiram aos presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, promovida pelo primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e que hoje foi referida por Cavaco Silva como um sinal de que "o acento tónico está a ser colocado no desenvolvimento económico" ao nível europeu.

Na resposta, o primeiro-ministro desvalorizou essa iniciativa, considerando que "está razoavelmente no consenso que se tem vindo a estabelecer de há muito tempo a esta parte no seio da Europa", no sentido de um "aprofundamento do mercado interno" e de uma aplicação "mais intensa da diretiva de serviços em toda a União Europeia".


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