por Lusa
O antigo presidente da República Mário Soares disse quinta-feira à noite, em Coimbra, que Portugal não pode "aceitar cegamente" o que diz a 'troika' e obedecer como se "fossemos uns criados".
Mário Soares, que falou sobre "A crise da Europa e Portugal", numa conferência promovida pela Fundação Inês de Castro, criticou as medidas de "destruição" do Serviço Nacional de Saúde, a falta de financiamento das universidades e a forma como o Governo trata os sindicatos e os militares.
"Quando os militares todos, fardados ou não fardados, começam a manifestar-se nas ruas é preciso abrir os olhos. Quando eles se manifestarem a sério será que é a 'troika' que nos vem defender", questionou perante uma sala repleta.
"Não é com certeza. Tenham bom senso nessas coisas e sejam capazes, pelo menos, visto que estão eleitos democraticamente, de ter uma visão estratégica do que pode ser o nosso futuro", acrescentou.
O antigo governante, que foi primeiro-ministro entre 1976-1978 e 1983-1985, não aceita que as conquistas dos portugueses, "que levaram muito tempo a conseguir, agora possam ser destruídas porque temos ordens de uma quantidade de gente anónima, que não sabemos quem são, donde vêm e o que valem".
Para Mário Soares, mais importante do que a austeridade "e aceitar cegamente, como uma bíblia, o que diz a 'troika', é promover o aumento do crescimento e fazer com o desemprego diminua acentuadamente".
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Anónimo
Este agora já com os pés para ...
há 111 dias, 1 hora e 19 minutos
contribuinte
Este Sr. espezinhou a bandeira ...
há 111 dias, 5 horas e 47 minutos
É lamentável tudo aquilo que estes ...
há 111 dias, 8 horas e 5 minutos
KIM JONG-il
Desculpem lá. Não tinha reparado ...
há 111 dias, 11 horas e 9 minutos
JJ
Comentar quando estamos falidos ...
há 111 dias, 12 horas e 18 minutos
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