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Passos Coelho

"Não pediremos mais tempo nem mais dinheiro"

por Lusa  

Passos Coelho recebeu hoje o seu homólogo espanhol, Mariano Rajoy.
Passos Coelho recebeu hoje o seu homólogo espanhol, Mariano Rajoy. Fotografia © Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que "Portugal não pedirá mais tempo nem mais dinheiro" para concretizar o Programa de Assistência Económica e Financeira acordado com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional.

Em resposta a uma questão da comunicação social, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, Passos Coelho afirmou que "Portugal não pedirá a renegociação do programa que está a executar" no âmbito do acordo com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional.

"Disse-o com clareza no Parlamento e volto a reafirmá-lo: Não pediremos mais tempo nem mais dinheiro para concretizar o programa", acrescentou Passos Coelho, que falava numa conferência de imprensa conjunta com o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, com quem esteve reunido.

O primeiro-ministro reforçou que o Governo PSD/CDS-PP "está muito empenhado em que este programa seja executado de forma exemplar", cumprindo as metas estabelecidas nos prazos fixados.

"O nosso programa não pode falhar por razões internas. E é isso que me interessa enquanto chefe do Governo. Não pode ser Portugal a falhar o seu programa, e não falhará. E quem quer cumprir não começa a dizer que quer renegociar, e que quer mais dinheiro, e que quer mais tempo. Quem quer cumprir, cumpre", considerou.

Segundo Passos Coelho, se Portugal cumprir as metas do seu programa, conseguirá recuperar a confiança externa e regressar aos mercados "em condições de confiança".

No entanto, o primeiro-ministro fez questão de referir que "a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional disseram com toda a clareza" que "não deixariam de prestar todo o auxílio que fosse necessário" aos países submetidos a programas de assistência económica e financeira como Portugal e a Irlanda se estes "cumprirem de forma bem sucedida as metas contidas nos seus programas", mas não conseguirem regressar aos mercados.

"Enfatizo isso, porque isso é muito importante e creio que é uma condição de confiança muito relevante para o mercado: se, por razões externas que não tenham que ver com o cumprimento do programa, Portugal ou a Irlanda, não estiverem em condições de regressar ao mercado na data que está fixada, o Fundo Monetário Internacional e a União Europeia manterão a ajuda a estes dois países", assinalou.

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