Catalunha um crime anunciado

O Parlamento catalão aprovou um referendo pela autodeterminação da Catalunha, a 1 de outubro. Qual é a palavra que não entenderam na frase anterior? Nenhuma? Pois estão errados, deveriam assinalar uma palavra que não está lá: direito. Deveriam ter em conta essa palavra, direito, apesar de ausente, porque sem ela a frase inicial não faz sentido. O direito à autodeterminação da Catalunha não existe. Nem a ONU nem alguma das suas leis para defender os povos se aplica à Catalunha colonizada ou oprimida. Porque ela não o é. Então, o referendo não se faz e a independência catalã não acontece? Sabe-se lá... Existir um presidente Trump e um brexit - para falar de duas aberrações da democracia - garante que nada esteja garantido. A acontecer, a reindependência (pois ela já o é) da Catalunha seria coerente com o que sabemos da irresponsabilidade independentista catalã, da incompetência dos políticos espanhóis e da moleza da UE em aceitar o separatismo de um dos seus membros, facto inédito. Tudo isso é possível e até provável. A acontecer, o separatismo catalão é um atentado à comunidade histórica e cultural e de interesses económicos de que faz parte há séculos. Além do resto da nação espanhola, 49 por cento (essa quase metade ou 45 ou 40 por cento...) dos catalães perdedores no referendo serão amputados da sua vida, memória e história. Os 51 por cento (ou pouco mais) dos vencedores não se darão conta do crime. Combatentes da liberdade da tanga.

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