Zika ameaça Jogos Olímpicos. Quénia pode renunciar, EUA não

O comité organizador do Rio 2016 está preocupado com a rápida disseminação do vírus no Brasil

Quenianos dizem que não vão "expor" os seus jovens ao vírus. Americanos não desaconselham os seus atletas a competir

O Quénia poderá renunciar aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 se a epidemia do vírus Zika se agravar, afirmou esta terça-feira o presidente do comité olímpico daquele país africano, Kipchoge Keino. Já nos EUA, a atitude é outra: as autoridades olímpicas não desaconselham os seus atletas a competir pelo seu país.

Kipchoge Keino garantiu que os dirigentes olímpicos quenianos vão "aguardar até ao último minuto". "Confiamos nos conselhos das autoridades sanitárias do Brasil para tomarmos uma decisão bem informada", acrescentou o antigo atleta, campeão olímpico dos 1 500 metros nos Jogos de 1968, na cidade do México.

Mas o dirigente deixou um aviso à imprensa queniana: "Se a situação se agravar, não iremos aos Jogos. Não vamos expor os nossos jovens. A saúde da nossa gente é mais importante que os Jogos."

Comité dos EUA diz que relatórios sobre Zika são "100% imprecisos"

O Comité Olímpico dos Estados Unidos (USOC) considerou na segunda-feira "100% imprecisos" os relatórios que recebeu a desaconselhar os atletas a competir nos Jogos Rio2016, em virtude do vírus Zika.

Em comunicado, o organismo garantiu que os Estados Unidos "aguardam ansiosamente pelos Jogos Olímpicos", reiterando que não desaconselhará os atletas a competir pelo seu país.

"Os relatórios que aconselham os atletas americanos a reconsiderarem competir no Rio de Janeiro, em virtude do vírus Zika, são 100% imprecisos", referiu o USOC.

O Comité Olímpico dos Estados Unidos garantiu, no entanto, que mantém "permanentes discussões internas de esclarecimento sobre os riscos da propagação e contaminação do vírus Zika".

Transmitido pela picada de mosquitos do género Aedes, as autoridades sanitárias suspeitam que o Zika seja a causa de numerosos casos de deformações congénitas em bebés cujas mães foram contaminadas durante a gravidez.

Os sintomas e sinais clínicos da infeção pelo vírus são muito parecidos com os da gripe, provocando febre, erupções cutâneas, dores nas articulações, conjuntivite, dores de cabeça e musculares. Geralmente, os sintomas começam a desaparecer quatro ou cinco dias depois. O período normal de incubação varia entre três a 12 dias

O Brasil é atualmente o país mais atingido no mundo pela epidemia de Zika, com 1,5 milhões de doentes, seguindo-se a Colômbia (22 600 casos).

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