Um Corão, uma caçadeira, facas e munições no carro do atirador de Paris

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Polícia está a tentar perceber se o homem atuou sozinho, revelou procurador de Paris em conferência de imprensa

Os investigadores franceses estão a tentar perceber se o homem que matou um agente da polícia francesa na noite de quinta-feira terá tido cúmplices, disse hoje o procurador de Paris, em conferência de imprensa, acrescentando que o atirador não mostrara sinais de radicalização apesar de ter um longo cadastro na polícia.

"Ele não estava na lista de vigilância e não mostrara sinais de radicalização apesar de ter passado muitos anos na prisão", disse François Molins, citado pela agência Reuters. No entanto, o responsável revelou que junto do corpo do atacante foi encontrada uma nota manuscrita com mensagens em defesa do Estado Islâmico.

A polícia está a tentar averiguar se o homem, que viajou para a Argélia em janeiro e fevereiro, apesar de ter de se apresentar regularmente às autoridades, atuou sozinho.

No carro do atacante as autoridades descobriram, entre outros objetos, uma caçadeira, uma tesoura de podar, uma faca de cozinha, um Corão e munições.

As autoridades já têm entretanto em sua posse o telemóvel do atirador, que foi descoberto durante uma busca realizada em Seine-et-Marne - alegadamente na casa onde vivia o suspeito - e está a ser analisado. Três pessoas próximas do homem, que foi identificado formalmente como Karim Cheurfi, de 40 anos, estão a ser interrogadas pela polícia. Encontravam-se no apartamento de Cheurfi.

Segundo o procurador de Paris, Cheurfi tinha quatro condenações, a primeira de 2007: foi condenado a 15 anos de prisão por tentativa de homicídio. Em 2008, a três meses de cadeia por violência contra agentes da autoridade. Voltou a ser condenado por atos violentos, desta vez a uma pena de 18 meses em 2009. Em 2014, foi preso quatro anos por furto. Cumpria os últimos dois em liberdade condicional.

Em fevereiro de 2017, foi aberto um inquérito depois de Cheurfi ter sido denunciado: falava em matar polícias e arranjar armamento. Na altura, foram feitas buscas na casa onde vivia, tendo sido encontradas máscaras, facas de mato e uma câmara GoPro, mas nada que provasse atividades terroristas. "Nesta altura, nenhuma ligação com o movimento islâmico radical apareceu", sublinhou François Molins.

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