Trump disse à Rússia que demitir Comey aliviou "pressão" sobre investigação

Trump com o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, no encontro da semana passada

Declaração terá sido feita na reunião da semana passada na Casa Branca, segundo o The New York Times.

O presidente norte-americano, Donald Trump, terá dito aos responsáveis russos com quem se reuniu na semana passada na Casa Branca que despedir o diretor do FBI, James Comey, aliviou a "grande pressão" que estava a sentir por causa da investigação à alegada interferência da Rússia nas eleições de 2016.

"Acabei de demitir o líder do FBI. Ele era maluco, um verdadeiro louco", disse Trump, segundo o jornal The New York Times, que cita um sumário da reunião, que foi lido por um responsável norte-americano. "Estava a enfrentar uma grande pressão por causa da Rússia. Isso foi retirado", acrescentou. "Não estou sob investigação", disse-lhes.

Trump encontrou-se com o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, e com o embaixador da Rússia em Washington um dia depois de despedir Comey. Uma versão que vai ao encontro daquilo que Trump disse numa entrevista na televisão, na semana passada, na qual admitiu que a questão russa tinha sido um dos factores para a demissão de Comey. Contudo, a Casa Branca já deu diferentes razões para a demissão.

O jornal diz que o documento, que o responsável leu, foi escrito com base em notas tiradas na reunião na Sala Oval.

Questionado sobre o The New York Times, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse que o ex-diretor do FBI que "ao defender e politizar a investigação sobre as ações da Rússia, Hames Comey criou uma pressão desnecessária sobre a nossa capacidade de dialogar e negociar com a Rússia" E acrescentou: "A investigação iria sempre continuar e, obviamente, a demissão de Comey não teria acabado com ela".

A notícia surge numa altura em que Trump viaja para a Arábia Saudita, primeira paragem de uma viagem de oito dias ao estrangeiro (a primeira desde que está na presidência). A Casa Branca espera que a viagem possa aligeirar a pressão sobre Trump após a crise provocada pelo facto de ter demitido na semana passada o diretor do FBI, James Comey.

Comey liderava a investigação à alegada interferência russa nas eleições presidenciais de 2016 e as possíveis ligações à campanha de Trump. O Departamento de Justiça anunciou na quinta-feira a nomeação de um conselheiro especial para esta investigação, o ex-diretor do FBI Robert S. Mueller.

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